“À mulher solteira que vive sem família, ou tendo de sustentar família, acho que devem ser dadas todas as facilidades legais para prover ao seu sustento e ao sustento dos seus. Mas a mulher casada, como o homem casado, é uma coluna da família, base indispensável de uma obra de reconstrução moral. Dentro do lar, claro está, a mulher não é uma escrava. Deve ser acarinhada, amada e respeitada, porque a sua função de mãe, de educadora dos seus filhos, não é inferior à do homem. Nos países ou nos lugares onde a mulher casada concorre com o trabalho do homem – nas fábricas, nas oficinas, nos escritórios, nas profissões liberais – a instituição da família, pela qual nos batemos como pedra fundamental duma sociedade bem organizada, ameaça ruína … Deixemos, portanto, o homem a lutar com a vida no exterior, na rua … E a mulher a defendê-la, a trazê-la nos seus braços, no interior da casa… Não sei, afinal, qual dos dois terá o papel mais belo, mais alto e mais útil…”
(in “Entrevistas a Salazar”, António Ferro, Editora Parceria A. M. Pereira, com prefácio de Fernando Rosas)
(excerto sacado do Água Lisa)
O homem era sábio. Senão vejamos:
1º) Nunca se casou;
2º) Teve uma governanta e uma afilhada dedicadíssimas íssimas, íssimas;
3º) Consta que também teve duas amantes estrangeiras, usadas, mas jeitosonas;
4º) Teve o Cerejeira para as avarias mais ousadas, de resto abençoadas.
Ora assim, também eu, porra!
Portanto, podia dizer os disparates que lhe apetecesse que nunca levaria como o rolo da massa. Bem, com o cardeal, não sei...
As mulheres em casa, sim senhor! Todas. E todas na minha casa, só minha casa. Ao meu serviço, a dar-me prazer, felizes em agradar-me, cada uma a querer ser melhor que todas as outras. De borla. Sem chatices de maridos, cornos e escândalos.
Seria nisto que o "botas" pensava? Se era, até lhe desculpo uma ou outra coisinha, sobretudo porque já não faz mal a ninguém...