Nós por cá todos bem. Os ovinos é que nem por isso. Têm a maleita da língua azul. Para mal dos nossos pecados, serão uns ensopados, uns borregos no forno e uns pezinhos dos ditos em tomate subtraídos aos nossos calorosos estômagos.
Mas ainda assim é uma doença catita que fica bem na lapela da planície. Língua azul. A gente não faz por menos quando temos uma maleita a acicatar-nos, colorimos logo a coisa antes que venham para aí com nomes maus de soletrar.
Também existe de há um ror de lembrança a língua da sogra. Coisas que não gastamos cá muito, é mais comida de galego.
Existem ainda outras línguas que de vez em quando nos atazanam a pachorra. Dessas é mais difícil livrarmo-nos. São a modos mais matreiras que zorra. São as línguas opacas. Peçonha mais para ministro, deputado e outros pontas de lança da manhosice.
Acompanhei-o pelo Alentejo numa das suas últimas campanhas eleitorais, se não a última. Sempre tão generoso que nem questionava a torpe exploração que dele faziam...
O comentário anterior é alusivo ao saudoso Adriano Correia de Oliveira, não à língua bífida do Ministro da Agricultura, estupor com quem não estou para perder tempo!
Afixado por: ML em outubro 13, 2007 08:25 PM