setembro 30, 2007

O mar dos obtusos

nadam os obtusos
num mar sem margens
e sem vida
e daí não saem
desse mar infinito
que margens não tem
que vida não tem
a não ser os obtusos que vida não é
e nadam de um lado para o outro
nadam nadam nadam
sem cansaço por serem obtusos
e mais não sabem
senão nadar
num mar que nunca poderão abandonar

Publicado por machede em setembro 30, 2007 06:06 PM | TrackBack
Comentários

O problema, meu caro, é que nesse mar infinito não há só obtusos. Também para lá foram atirados os não-obtusos, quais peixinhos que servem de alimento aos tubarões...

Afixado por: ML em outubro 1, 2007 10:50 AM

Olá Joaquim
Posso publicar esta tua poesia no meu blogue?
Abraços
Zé João

Afixado por: José João Rodrigues em janeiro 26, 2008 08:05 PM
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