nadam os obtusos
num mar sem margens
e sem vida
e daí não saem
desse mar infinito
que margens não tem
que vida não tem
a não ser os obtusos que vida não é
e nadam de um lado para o outro
nadam nadam nadam
sem cansaço por serem obtusos
e mais não sabem
senão nadar
num mar que nunca poderão abandonar
O problema, meu caro, é que nesse mar infinito não há só obtusos. Também para lá foram atirados os não-obtusos, quais peixinhos que servem de alimento aos tubarões...
Afixado por: ML em outubro 1, 2007 10:50 AMOlá Joaquim
Posso publicar esta tua poesia no meu blogue?
Abraços
Zé João