Entre garfadas no frango de churrasco, intervaladas por goladas de carrascão, a malta arrota aos berros telenovelas lacrimejantes, mourinhos gabarolas, scolaris coléricos, duelos partidários com pistolas de carnaval – e vá-se lá saber porquê alimpa o bruto os beiços untados na quina da toalha -, para seguidamente despachar colheradas de vil massa tremelicante a que chamam pudim flan, vidrando ainda o olhar no preço certo e mais que certo de um qualquer gordo de piada atrasadola e balofa, enquanto espera e desespera pelo café e pelo bagaço para lançar o último e mais profundo e sonoro arroto premonitório da tulha e da estarola empanturradas de cultura pátrida. Já de pé, entre o coçar da micose exige o solene palito que há-de rodar pelos beiços, possivelmente, até entre as mantas enquanto ronca à volta da próxima chave do totobola.
Na mesmíssima dimensão e registo temporal, a mátrida declara pelas europas e exige que se saiba que, afinal, se passam coisas e existe gente que pula e avança como bola colorida nas mãos de uma criança.

La Fête / 2003 - Paula Rego
Eu também tenho dias em que consumo azeite com elevado grau de acidez, compadre! E arroto que me farto. A bílis descarrega e vai tudo a eito!
VINGANÇA! (Boa merda de telenovela!)
Esta mania da Paula Rego pintar quando se mira ao espelho é uma chatice!
Afixado por: ML em setembro 27, 2007 02:40 PM