
Há uns que querem, mas então… Há outros que podem e devem!
Este compadre, cidadão de Aviz, é dos que podem e devem usar bigodes, pois então. Nas suas rugas lê-se uma topografia de inteireza. O olhar é transparente como a água do poço do largo. O chapéu, usa-o no sítio oportuno. E o prazer dos bigodes assenta-lhe como um alto dignitário desta terra, que é!
Disse-o Miguel Torga: “Foi a terra alentejana que fez o homem alentejano, e eu quero-lhe por isso. Porque não o degradou, proibindo-o de falar com alguém de chapéu na mão”.
Os outros que querem, mas então… Resta-lhes acatarem o papel da galinha que jamais chegará onde a águia alcança. Por mais que se empinoquem, o chapéu apenas servirá para sombrear o coiro cabeludo que nada tem debaixo.
Por ter concluído que nunca iria ter um bigode assim, é que eu cortei o meu (bigode, claro)!
Afixado por: António Louro Alves em setembro 6, 2007 04:53 PMNeste homem, o bigode realça a nobreza das feições, sulcadas por décadas de soalheiros esforços que jamais dobraram a pose nem apagaram o sorriso franco. Trabalhou no campo toda a vida. Fez a "reforma agrária" possível na mítica Cooperativa 1º de Maio. Foi explorado pelos de antanho e traído pelos seus pares tornados "dirigentes". Os únicos que jamais o poderiam trair. Mas, sobreviveu. Com a dignidade que se pode testemunhar.
Afixado por: JC em setembro 7, 2007 10:44 AMHá uns que querem, outros que p(f)odem... Gosto mais assim. Em sentido lato, mesmo muito lato, tem bastante que se lhe diga! Ai a significação na língua portuguesa!...
Afixado por: Orca em setembro 12, 2007 11:22 AM