“ Para compreender bem os Chavantes*, comecei a organizar um pequeno dicionário da sua língua. E até fiz parte das suas sociedades secretas! Os homens reuniam-se entre eles e era suposto ocuparem-se de magia, mas na realidade ficavam sentados, a fumar. Quando lhes perguntei que magia havia afinal naquilo, deram-me a entender que os ritos mágicos eram um mero pretexto para ficarem sossegados, entre homens, longe das mulheres e suas histórias. No fundo, era o mesmo princípio dos clubes da alta sociedade britânica: entre um guerreiro da tribo dos Chavantes e um coronel do exército das Índias, não havia grande diferença.”
“O desejo de ser inútil – Memórias e Reflexões”, Hugo Pratt/Entrevistas com Dominique Petitfoux
* tribo índia da Amazónia – Brasil
Pois sim, mas isso era quando elas não tinham telemóveis...
Afixado por: Tirapicos em junho 25, 2007 03:59 PM