O povo estimava a banda. A malta fazia questão de tocar na banda. A banda filarmónica era o orgulho da terra. Uma vaidade assumida de cabo a rabo – do jornaleiro ao lavrador, passando pelo empregado da Câmara. Era a nossa Banda de Música. A nossa Banda de Música que não tinha igual um ror de léguas em redor. Presunção que, não poucas vezes, extravasava para uma crença bairrista meio zarolha. Bairrismo, o tanas!!! – diriam os devotos. Que viessem com solfejados atrevimentos manhosos que em troca desandariam com uma monumental trepa de mis em sis sem dó.
E a malta da banda abalava pela rua tocando furiosamente. E a malta andançando atrás numa pândega procissão de tangos, rumbas, passe dobles e valsas. Uma procissão de cintilantes e garbosos instrumentos de perna ao léu a correr a terra de fio a pavio por entre um foguetório de contentamento até ao assentar da pauta no coreto da Praça.
Assim era o amor da rapaziada pela sua banda. A mais primorosa das bandas cem léguas em redor!

Banda Filarmónica de Faro
estupido