Légua menos légua, é coisa para duas bem trotadas. Na estrada de Évora para a Igrejinha, no entroncamento para a Sª. dos Aflitos, volta-se em angulo recto como quem vai para a capela da Santa supracitada. Ao avistar do lado direito outra capela campaniça - da qual ignoro a nomenclatura - entra-se na picada, passa-se arrimado à caiação da ermida e está-se então a um tiro de chumbo grosso da Venda Pascoal.
Em tempos idos, a denominação comercial venda significava um entreposto com várias valências, a saber: taberna, incluindo comes-e-bebes de circunstância e produtos da época; mercearia & afins, negócio que atulhava das botas caneleiras, ao açúcar, ao telefone público, fazendas e panos variados, loiça de esmalte, barro, ferro, sementes diversas e o que de mais necessidade houvera várias léguas em redor; logradouro frontal apetrechado para o entretenimento, matraquilhos, malha e chito e o sempre interessante jogo do equilibra-te maltês.
A valência Pascoal tem uma pipa rasa de tempo. Tanto que, já lá refaço os fundilhos pelos bancos corridos desde que de barba ralo me lembro.
Voltando às pipas. Nem o Instituto Nacional de Estatística teria arcaboiço para concluir do débito havido em tal lugar. Isto, não contando com as bebidas grossas igualmente desbastadas.
O Pascoal que, segundo ele, tem a idade da vinha existente na frente da valência, vinha esta, ainda encepada à romana. Adiante. O Pascoal lá continua hirto e firme a dar despacho a uns brancos e tintos e a despachar a freguesia por vezes, não raras, muito menos hirta e firme.
Ontem, contribui para a dita cabala estatística despachando uns tintos em copo de vidro grosso e meão na altura, uns torresmos, uma farinheira assada, tudo isto ainda acolitado de uns carapaus fritos do dia anterior, coisa que não tem nada a ver com falta de procura mas antes com o cânone do peixe frito, frio e da véspera.

Ao centro, o anfitrião, Mestre Pascoal.


va la ver se nao erro o caminho.
e que vendas esmeradas cada vez sao menos.
Mas que delírio! Que maravilha!
"Blogando à bolina na República do Gerúndio" - atão, calhando, na era mesmo o que eu estava à espera?
Ainda por cima, velho, já, de quatro anos, e ninguém me avisava!
Pode lá ser!
Mesmo que, por vezes, em silêncio, vou passar por cá, daqui p'r'a frente!
E alentejanando, imagine-se!
Sou ribatejano, do norte (raia da Beira), mas adoro o Alentejo.
Se gosto!!!
(Só [?] tenho mais 15 que o compadre. Sou de 38: tempos de más memórias, mas ano de boa produção!)
Saravá, amigo!
jl
Mas que delírio! Que maravilha!
"Blogando à bolina na República do Gerúndio" - atão, calhando, na era mesmo o que eu estava à espera?
Ainda por cima, velho, já, de quatro anos, e ninguém me avisava!
Pode lá ser!
Mesmo que, por vezes, em silêncio, vou passar por cá, daqui p'r'a frente!
E alentejanando, imagine-se!
Sou ribatejano, do norte (raia da Beira), mas adoro o Alentejo.
Se gosto!!!
(Só [?] tenho mais 15 que o compadre. Sou de 38: tempos de más memórias, mas ano de boa produção!)
Saravá, amigo!
jl
Ó compadre!
Calhando, na será melhor apagar o mê segundo comentário?
É qu'eu cuidei qu'o promêro na tinha entrado...
Pensando bem, até este, depois, pode mandar às urtigas...
Saravá!
jlf