abril 21, 2007

Batarda

De vez em quando lá vem a seta do maldito. A malta gosta de envenenar as setas. A malta normal afecta-se com a anormalidade. A malta anormal borrifa-se na normalidade.

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“Vive de expedientes, na qualidade de funcionário público. É um burocrata convicto e de grande talento. Não vai bem com o traje académico o seu suporte animalesco – nem os modos boçais. Nunca foi criatura para «trinta minutos», e quase não tem prática de ‘conversas nocturnas’, partilhando com todos os portugueses o consumo imoderado de televisão e de substancias tóxicas. Não é, no entanto, responsável por quaisquer plaquettes de versos ou livros de poemas, mesmo que infantis.”

(auto?)biografia do Eduardo

Deu um prémio ao Eduardo Batarda, a edepêzinha. Deve ser por isso que pagamos a electricidade com um palmo de língua de fora, para pôr uns tostões de lado para o prémio. Fica-lhe bem o prémio na botoeira. E os administradores ficam com cara de gente decente, mesmo quando nos viram ao contrário para caírem os últimos tostões para alimentar a gula da energia. A electricidade é muito mais importante e difícil de produzir do que se pode imaginar?
Até o botas de Santa Comba o percebeu. Aquando do beija a mão de um embaixador de Portugal nos EUA que, durante a audiência, não poupou encómios ao império do mundo livre, o botas refreou-lhe o entusiasmo: Sim, sim senhor embaixador, mas não esqueça nunca que os americanos não são iluminados por Deus, mas sim pela electricidade!
O Eduardo Batarda, esse, é apenas iluminado pelo seu talento. E basta-lhe!

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Publicado por machede em abril 21, 2007 02:12 PM | TrackBack
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