A cozinha de fora. A dependência fábrica do assento de lavoura da herdade. Ali se produzia o possível, quase tudo. Para a mantença interna e nalguns casos excedentes para comerciar, na aldeia, na vila ou na feira da cidade.
A matança do porco e o seu processamento: conserva pela salga de algumas peças, fabrico dos enchidos, torresmos e banha. Rouparia (queijaria) no tempo do alavão para o fabrico dos queijos cuja maior parte também seriam salgados. Peneirar as farinhas e amassar o pão, quando não cozê-lo por a porta do forno se abrir para dentro. Desmanchar o borrego e prepará-lo para o transformar num manjar, por vezes assado no forno de onde se tinha arredado o pão já cozido e que mantinha uma temperatura propícia. Esta servidão muitas vezes ainda servia de despensa, o que era normal. Ali se fabricava, ali se conservava.

Monte das Nogueiras – Baleizão
A cozinha ainda com o pavimento calcetado. Uma raridade. O molho de cinchos, as peneiras, a bilha do leite, a francela (mesa queijeira), o alguidar para toda a lida e os potes do azeite.
Quanto ao comentário do Machede, a água na boca impõe-me a pergunta: onde é que é o petisco?
Quanto ao que realmente quero dizer, é isto: conheço um porco. Melhor: conheço n porcos, uns mais gordos que os outros, mas todos óptimos para a matança. Não grunhem nem têm as caudas retorcidas, mas são porcos, garanto! Chamam-se... Não posso dizer, que eles são tão porcos que se divulgasse as suas identidades mandavam-me a mim para a matança.