A estrada nova que esventrou a paisagem e estendeu um tapete negro recto a apegar lugares. É uma ferida sarada e perdoada que em tempos tinha direito ao seu cantoneiro privativo, espécie de enfermeiro dos caminhos modernos.

A seara de trigo bordada a malmequeres brancos na espera do desabar da negrura do céu. Depois dos homens colherem o pão, ficará a terra vermelha, nua, ressequida esperando frutificar após do céu jorrar novamente a bendita água.

Antes na arrumação desarrumada do nasce semente por aqui e por ali apenas com a ordem natural de nenhuma negar a luz a nenhuma que a luz é condição de vida. Agora ordenadas pela cabeça do homem como se a floresta fosse penteada pelas madrugadas.

Da terra a mão fez parede e da cal guarnecimento para a subsistência da estrutura que também tem cosida uma argola para prender a irrequietude dos animais e uma folha de piteira a espreitar da borda da construção.
