Nem o maior, nem o do meio, nem o mais pequeno dos portugueses. É o Manuel da Vidigueira que faz parte das gentes desta terra, não em pé de igualdade com todos os sacravinas que por cá passaram, ou, ainda por cá andam. Apenas em pé de igualdade com os deserdados que comeram o pão que o diabo amassou. Eles que, a maioria das vezes, durante uma vida (que se saiba a única, a deles) lavraram, semearam e colheram o divino pão sobre o qual outros pregam: “Tomai e comei que este é o meu corpo”.
imagem de Fernando Moital
Portugueses Vulgares Não Merecem Olhares
Afixado por: Eu mesmo em fevereiro 6, 2007 11:44 PM"Tomai e comei que é o meu corpo" é o raio de uma alegoria cristã que resume bem a vida dos "comidos" desta vida. Corpos explorados, corpos massacrados, corpos sofridos, corpos exauridos... Comidos. Malditos comedores de corpos! Malditos ladrões de vidas!
Afixado por: Línguafiada em fevereiro 7, 2007 10:36 AM