Obra prima do tango. Tanto da música como da letra, desconhecem-se os autores. Os conhecedores dizem que quem quer que tenha sido quiseram permanecer incógnitos mais por amor aos tanguistas que ao tango.
Poucos olhos o viram dançar. Poucos músicos o tocam. E quem o toca, só por uma grande fortuna o executa. Poucos dançarinos o sabem dançar. E quem o sabe, só por uma grande fortuna o executa. E não dá para falsear de tão simples, de tão complicado! Só sai na perfeição se a empatia entre os vários intervenientes for de grande cumplicidade. Antigamente era raro ver-se e ouvir-se. Agora é mais comum, mas mesmo assim não para um qualquer mortal.
É frequente dizer-se que sairia mais barato criar um burro a pão de ló, digo eu, a pão de ló barrado à bruta com caviar beluga e nos entretantos uns goles de champagne.
Le Tango dês Directeurs é um must só ao alcance dos salões das empresas públicas, cujos gestores o dançam a peso de ouro. Vinte e cinco empresas do estado empataram, nos últimos três anos, qualquer coisa como 5,137 milhões de euros em tangos de indemnização a gestores com mandatos suspensos antes de tempo. O tango de ouro só na Caixa Geral de Depósitos encaixou uns generosos 4,2 milhões de euros.

Será que há solução?
As moscas mudam mas....
hey,
plo respeito da diversidade " até gosto"
AAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!
"oh GENTE da minha terra..." + "oxalá acorda..."
no comment
ABRACO
luis
Esta nossa democracia de trinta e tal anos é que está a precisar de reforma. E mal paga! Sabendo que somos todos iguais e que a maioria é muito menos igual que os outros, parece-me justo que a PENSÃO MÍNIMA seja igual à do senhor de tal e coisa que geriu a caixa durante 3 longuíssimos dias. Só para evitar que as más línguas continuem a falar em roubalheiras...
Afixado por: Línguafiada em janeiro 25, 2007 05:23 PM