No sentido literal, temos o gigante de Manjacaze (também do circo Mariano), isto, no caso de não se considerar aquele estacionário (junto do garrafão das portagens da 25 de Abril - ex-botas de s. comba) que penso ser um funcionário da Brisa tipo Big Brother com um olho nos automobilistas e outro nos portageiros.
No sentido de gordas e óbvias contribuições para as contínuas barafundas e balbúrdias da história deste reino de aquém e além-mar que desaguou na barbuda republicana actual, não escamoteando o estádio novo, a coisa complica-se. É cá uma turba de maganões, cada um mais amalucado que o outro, que eu fico completamente absolutamente às aranhas sem saber por onde começar e onde acabar. É que desde o façanhudo e desmiolado alicerce filho do conde da Borgonha que vai não vai molhava a sopa na mãe, até aos Dupond et Dupond (Semdúvidassócertezas + Fócrates), desconsigo arpoar um exemplar meão que seja.
No sentido visionário, para além do Bandarra das profecias, houve um rapaz amaldiçoado e daí defenestrado pela populaça alfacinha que a rapaziada de agora se pudesse virava o bico ao prego regalando-se com um ordenado mínimo de 540 eurósios. Tarde piaram, que agora a vizinhança não se importa de ficar com o prédio, mas na condição dos inquilinos irem dar uma volta ao bilhar grande.
No sentido do intelecto, para além do almirante Tomás Abóbora que em pequenino queria ser bombeiro e depois tinha um canário que não podia levar para os fogos e então assentou praça na marinha, há agora aquele moço prometedor mas ainda algo na penumbra dado o eclipse craniano do Gago, mas que num repente pode esfarrapar o tecido intelectual nacional como quem rasga chita, e que recentemente mostrou apenas um farrapinho da sua verve encefálica com o majestoso dito: “Se a electricidade aumenta, a culpa é do consumidor”.
Assim como assim prefiro o António Ramalhete que, há coisa de um mês, na companhia da patroa, para mais grávida, se mirou com os trastes ao relento dado o sustento do mar ser minguado, e não foi de modas: ocupou, mudou a fechadura e assentou arraiais numa casa de função da GNR em Quarteira. Aí valente, assim se tempera o aço. O que levou o gimbrinhas dum vereador da Câmara de Loulé a palrar do seu poleiro: “Se a GNR não é capaz de garantir a defesa de uma propriedade que lhe está adstrita, o que fará se as centenas de apartamentos turísticos em Quarteira vierem a ser ocupados ilegalmente”. Simples, é mais uma façanha notável para o património histórico dos índios da Meia Praia que, afinal, até somos a maioria.
Estética erudita do publicitário textual
blogado surrealmente uníssona à litretura compreendida.
Ó meu com essa discursata arrebentaste com a escala! Deixaste-me sem palavras, coisa rara nos dias de hoje em que faço do incontido berreiro um prozac ecológico para selar a espingarda que tenho na ponta da língua.
Afixado por: Joma em outubro 24, 2006 09:38 PM