Dos números, mesmo que grossos, estava apartado. Mas suspeitava que a ilustre “globalização” continuava a ter como palco central a pobreza. Pobreza, palavra que acho abastada para apontar quem passa 365 sobre 365 dias a pensar apenas - nada mais, cinismo pretender que pensasse mais - como tapar o enorme buraco negro que tem em vez de aparelho digestivo. Depois, por o hábito não fazer o monge, paradoxalmente, se comer um grão de arroz a mais que seja está sujeito a morrer empanturrado.
Um naco de palavreado acima chamei abastada à palavra pobreza para sentenciar a excepção do ingerir alguma coisa para confirmar a regra do normalmente ingerir zero. Ou seja, quem passeia no gume da estatística dos vivos até que um dia não esgatanhe a excepção, deixa de pertencer à regra da chamada “pobreza”. Não, este estado não tem conceito e muito menos termo que o defina. Quando muito eleva ao infinito o conceito miserável dos canalhas do pólo oposto.
Que me perdoem a negra ironia do discurso! Mas cada vez que ouço palrar sobre a afectuosidade da globalização, só me apetece regurgitar negros sarcasmos. Feitios!
Mas vamos aos números do insuspeito Banco Mundial. Um vírgula dois (1,2) mil milhões de pessoas sobrevivem com menos de um dólar por dia. Dois vírgula sete (2,7) mil milhões de pessoas sobrevivem com menos de dois dólares por dia. Globalização e mais palavras para quê!

Em Portugal (chateia-me cada vez mais a porra da maiúscula inicial), território apenas de pobretanas (de bolso e mentalidade), a agiotagem bancária declarou que durante o exercício de 2005 tinha tido mais trinta por cento de lucros!
Os ricos enriquecem, os pobres empobrecem. E os outros, os remediados, vão ficando sem remédio (O alfaiate de Vila Longe)», Mia Couto.
Cpts
Afixado por: A. Cunha em outubro 16, 2006 11:52 PME nós - portugueses automolizados, telemobilizados e tesomobilizados - na correria insana que estamos a fazer para o abismo, não tarda nada só não entraremos nessas estatísticas porque somos indigentes envergonhados. Coisas de fidalgos falidos...
Afixado por: Boca de sapo em outubro 19, 2006 05:40 PMsaqib_dubai007@yahoo.com mail plz
Afixado por: saqib em agosto 26, 2007 05:55 PMsem palavras um minuto de silêncio diante este episodio!!
Afixado por: cristina em agosto 29, 2007 08:05 PMsem palavras um minuto de silêncio diante deste episodio!!
Afixado por: cristina em agosto 29, 2007 08:07 PMcomo puede estar pasando tanta pobreza tanta me da mucha pena realmente.
carol, dalcahue chiloe chile.
E POR SE MULTIPLICAR A INIQUIDADE O AMOR DE MUITOS ESFRIOU...SÓ SENTE QUEM PASSA, E TUDO PASSA PELO ESQUECIMENTO .... OS VERDADEIROS SOLDADOS (QUEM TEM O AMOR) NÃO SE DEIXA PASSAR.....UMA PEQUENA ATITUDE QUE SEJA VALE POR MILHÕES DE PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS...VALE MAIS QUE CENTENAS DE PALAVRAS, PALAVRAS ESSAS QUASE SEMPRE PRONUNCIADAS PELO SIMPLES FATO DE SE PRONUNCIAR...SÓ FALAR NÃO SALVA VIDAS, NÃO MUDA O DESTINO DE UM SER QUE SOFRE...
Afixado por: fernando em outubro 27, 2007 10:04 PM"O que temos a fazer é trabalhar com objetivos modestos, com expectativas mais baixas e realistas. Não esperar pela salvação do planeta, mas buscar uma qualidade de vida melhor, criar condições para retardar o declínio. Isso é possível."
Vamos resgatar:a ética,solidariedade,valores,moral,cidadania e o principal, o "AMOR" que não existe mais entre os seres humanos...Hoje em dia até os animais se amam de verdade...
Afixado por: DOMINGOS em junho 11, 2008 09:26 PMVamos resgatar:a ética,solidariedade,valores,moral,cidadania e o principal, o "AMOR" que não existe mais entre os seres humanos...Hoje em dia até os animais se amam de verdade...
Afixado por: DOMINGOS em junho 11, 2008 09:28 PMa nos,so resta viver do que se julga o mais puro ou mais insano,nao a deferença!
somos todos iguais,esperemos outro mundo outra chanse,pois esse e o fim.