
cartoon também sublime (senão é do Quino é d’um talento símile)
Na realidade são os homens que despejam as árvores não só das cidades mas de tudo quanto é sítio. Grande parte do montado alentejano, mormente no distrito de Beja, foi erradicado para haver campo raso para a famigerada campanha salazarenta o “Alentejo celeiro da nação”. Os terra tenentes esfregaram as mãos, particularmente, no que diz respeito ao azinho que só dava para engordar bácoros pretos. Assim como assim receberam o picão do carvão resultante do bárbaro derrube e recebiam anualmente o picão do trigo bem pago porque subsidiado. Mas esta tese tem uma certa coerência com o “orgulhosamente sós”. Acrescento eu: orgulhosamente sós e consequentemente auto-suficientes. Uma barbaridade grotesca à albanesa do tempo do igualmente tenebroso ditador Henver.
Ao sabor dos ditames desta irracional condição humana, podem as árvores ter a certeza de, as que sobrarem da desordem, entram em órbita que a rapaziada gosta é disto pelado como já consta das BD futuristas, premonitórias do pós divertimento nuclear d’um qualquer moço pequeno Bushiano.
Nem o “petróleo verde” se safa do rancor (plantações industriais de eucaliptos para a alimentar as poluidoras e cheirosas celuloses). Mais um desconchavo linguístico do crânio perspicaz do sujeito EEEEngenheiro Mira Amaral que, entre outras incumbências importantes para o “d e s e n v o l v i m e n t o” do país, foi ministro da indústria do Professor Aníbal.

imagem de António Cunha