
Cá para mim deveriam ser devidamente ponderados pela Assembleia Nacional e em Diário da República ungidos de «utilidade pública». Para além de serem dos últimos artífices em exercício que ao fisco dizem zero e, como tal, profissão quase da pertença da arqueologia. Pensando bem, quando o abastado ganha-pão do artesão estava nos pré-históricos anafados de brilhantina e bigodinho e gordo(s) cachucho(s) distribuído(s) a eito pelas manápulas apalpa cu de corista, e nos grossos cordões e pulseiras de orina.
Na ida semana, a psp deteve com as ganfias em plena actividade sete carteiristas, apropriadamente, a laborar no último eléctrico que cruza a área histórica da capital. O porta-voz da instituição policial referiu que para além de dinheiro de plástico e documentos de identificação avulsos, conservavam em dinheiro vivo a parca verba de setecentos e cinquenta euros.
Ao preço a que estão os bilhetes dos transportes públicos, a margem de lucro da actividade está abaixo do ordenado mínimo nacional. Com rendimentos afins, certamente, estes profissionais há muito que bebem ginjinhas sem elas (quando a tradição mandava com) na rua do Coliseu pelas cinco en punto de la tarde.
Ó meu caro Machede, fiquei desolado com o êxito da bófia ante os carteiristas da sopa dos pobres... Então e os outros? Quais outros?! Os grandes carteiristas que comem tudo, ou seja, os que nos governam. Esses quando é que vão presos? Não andam de eléctrico, não é? Nem de metro, que chatice! Não será caso para dar uma palavrinha aos gajos do Hezbolá? Uma bombinha, um missilzeco... Não te preocupes que assumo a responsabilidade do meu pensamento terrorista!
Afixado por: José Candeias em agosto 14, 2006 10:55 AMParei só para lhe dizer que embora não comente passo por cá muitas vezes.
Gosto da sua maneira de escrever.
Gosto do modo como tão facilmente emprega as palavras.
Consegue transmitir o que pretende com palavras simples mas bem colocadas.
É uma arte..e você nasceu com ela.
Continue, eu vou passando por cá...
necessito de fotos de carteiristas.
Tenho uma de um carteirista de Lisboa.