
Agora na fase serôdia não poucas vezes me vem à lembrança: e se derrepentemente o meu indivíduo tridimensional passa-se na calandra da terra do nunca e me espalmassem num vulgar desenho unidimensional. Convertia-me apenas (e eu sempre com este optimismo do já ontem), numa personagem de BD, conservando-me no esquiço a tralha do percurso (que até possui casualidades com alguma piadola) e o substantivo pelo qual costumo responder.
E pronto, magnificamente plano, esboçado a vulgar lapiseira, almejando a rude mas crueza bela do preto e branco da tinta-da-china, ou então – não desdenharia certamente – suavizado a aguarela. Também tenho cismas nos tipos de papel, texturas e outras minudências de picuinhas. Mas, decerto, artista que fixasse a minha personagem teria de ter pancadas estéticas afins.
Carrego a melancolia da certeza de não passar pelo estirador do mestre Hugo Pratt e ser personagem romântica das suas fabulosas estórias. Tivesse eu a fezada que a máquina do tempo ainda me transportaria a uma qualquer fábula de Veneza e podem ter a convicção que de imediato mandava às urtigas esta tridimensional existência miudinha.
