
El Juli
"A festa dos touros percorre o caminho iniciático do mundo antigo e do mundo moderno. Ela representa com uma intensidade igual à da tragédia grega o próprio destino humano, e tem a mesma função catártica: é uma exebição dionísica de todas as potencias vitais, começando pelo próprio sangue naquele momento em que a morte simultâneamente consagra e destrói o paroxismo da vida. Então, uma vez consumado o sacrificio do animal e superada a ameaça que tentava submergir o homem este renasce replandescente para uma vida glorificada pela serenidade e pela lucidez que só se adquirem nos transes mortais"
Michel Leiris (escritor surrealista) em «Le Miroir de la Tauromachie»
Publicado por machede em julho 30, 2006 04:21 PMo moinante teve uma vida longa. Nasceu em 1901 e finou-se em 1999. Já agora gostava de saber o ano em que escreveu o dito cujo. É que a apologia dos espectáculos cujo fim último é o sacrifício ou a exibição gratuita dos animais há muito que está demodé nas sociedades modernas - não é por acaso que os circos estão em crise ou em vias de extinção e, também não é por acaso que um dos indíces utilizados para se aquilatar do estado de desenvolvimento de um país, é a maneira como os seus nativos tratam os animais. Como em quase todos os rankings também neste ficamos mal na fotografia uma vez que os tugas são o povo da união que mais maltrata os animais. Basta ver a quantidade de animais de estimação, principalmente cães, que são abandonados nesta altura de férias.
Afixado por: luis godinho em agosto 8, 2006 11:42 PMGostava de pôr os toureiros dentro de uma praça, com os cornos devidamente serrados e papel nos ouvidos, a serem picados com ferros por gajos a pé e a cavalo. Isso sim era espectáculo.
E aqueles imbecis a balbuciarem "tourear um touro, tourear um touro, a afición, e o burladero". Vão dar sangue...
Afixado por: Rafael em abril 23, 2007 09:56 PM