Aqui há uns tempos mandei aqui umas larachas sobre a cota máxima do Alqueva. Artilhado em eco brigava pela cota mais baixa. Até que um sensato amigo me chamou à razão: cota mais alta, mais água, mais perto cá do burgo ficam os pesqueiros. Certo, certíssimo, já cá não está quem falou!
Depois era aquela coisa de regar um colhão maluco de hectares. Chiça, já estava a ver a direcção regional de agricultura a mandar pelo correio a cada parente uma enxadinha – os do cartanito teriam direito só a um sachinho -, e a pôr a maltosa toda outra vez na reforma agrária. Bom, lá vieram os gaijos a quem demos uns estalos em aljubarrota e desataram eles a fazer a dita sem ser preciso estalos desta vez. Lá nos safaram a onça!
Agora esta das 22.500 (vinte e duas miiiil e quinhentas) camas é que belamente nos vai dar cá uma satisfação. Já viram bem, ali mesmo à bordinha d’água, a cada chaparro sua cama. E a rapaziada a roncar a sesta, embalada docemente pela brisa marítima. Isto é que é uma medida com alcance! Tenho cá a impressão que esta coisa já deve fazer parte do afamado plano tecnológico.
Só mais estas duas lérias: das vinte e não sei quantas enxergas, deixamos aí umas 500 para os turistas; quanto às 9 toneladas de merda expelidas aquando da ocupação máxima dos camalhos todos – e assim que o tempo começar a aquecer, não tenham dúvidas -, fazemos biogás para grelhar uns achiganitos. E calhando ainda pomos os castelhanos a pescar para a malta. Isto é que é desenvolvimento sustentável!
Porra, compadre! Eu que o dava desaparecido e, de repente e casualmente, vejo que reapareceu há mais de um mês e com o clique bem afiado... É sempre um prazer ler os teus desabafos. Força, continua e não voltes a desaparecer! Um abração.
Afixado por: LG em julho 12, 2006 10:05 AMHomem nã se apouquente! Que com tanta rega, de espersão, balde, manguera, gota-a-gota, que los espanhueles andam prá li a montar, daqui por uns anos vão passar a ser os maiores produtores de sais da Europa.
Atão nã é que os estuspidos nã perceberam que tanta agua e tanto Sol só pode resultar numa coisa..excesso de salinidade. Ê explico: a àgua constituisse de muitos coisas entre as quais sais minerais, por exemplo o calcario é um dos mais presentes no alentejo. Porem os sais minerais têm um ponto de ebulição munto mas maior grande que a àgua, então quando o Soli aquece, a àgua evapora deixando os sais minerais...Muita agua ainda mais sais...vejamos as contas...mas para isso vou buscar um garrafão de agua...
Já aqui o tenho. Então diz aqui no garrafao de agua de Fafe, que até é mais pobre em sais minerais que a do alentejo, que esta agua tem 4,2 mg/ l de calcio e mais do dobro de sodio (9,2mg/l). Fazendo as contas dá 4,2g e 9,2 g por m3 de agua. Sabe-se que por exemplo se gastam 6000 m3 de agua por hectare de milho, entao temos 25 Kg de calcio e 57kg de sodio. A isto multplica-se por 121300ha que é a area de regadio do Alqueva e temos 3 toneladas de Calcio e 6 t de sodio. ISto tudo vezes uma porrada de anos, prai vinte, temos 180 toneladas de sais minerais....ora isto é muito sal para milho...e para relva de campos de golfe ainda pior...do que deduz que aquilo so vai servir para fazer filmes de caobois...tipo broken back mountain