junho 22, 2006

Gurosan nacional

Duma assentada, despachámos os petro-barreirense, os nucleares aiatólas e os panchitos. Há 40 anos que tal feito não era registado no observatório meteorológico nacional, que por sinal já existia no tempo do único gaijo que bateu este recorde por 8 anos: o botas de S. Comba.
A comoção tomou conta da nação! A emoção afoga de alegria indescritível a totalidade da manada pátria. Do Aníbal bolo-rei, trespassando o Fócrates, até ao sem abrigo do vão da escada do 66 da rua do Ouro, o orgasmo é geral e interminável.
Sucedem-se as aparições por tudo quanto é território pátrio, mesmo nalguns outros CPLP. O Eusébio apareceu em cima de uma nespereira a dois tóxico-independentes em Fornos de Algodres e prometeu, caso os castelhanos se intrometam, uma nova cabazada tipo Aljubarrota. O Zé Castelo Branco apareceu em cima duma ameixoeira japonesa, em pleno Eduardo VII, a uma série de automobilistas de alta cilidrada que circulavam de trás para a frente a fazer não sei o quê, a denominar os heróis da xixa de nova ala dos namorados. O Sampaio apareceu em cima de uma azinheira, ali para os lados do Torrão, e prometeu a três ensonados alentejanos a reciclagem da fábrica da opel da Azambuja numa linha de produção de medalhas para distribuir pela cruz vermelha a tudo o que mexer e aparentar ser lusófono. O Scólari apareceu em cima de uma micaia, numa tabanca em plena Guiné-Bissau, e prometeu vir a ser o próximo presidente da República.
Até o próprio défice, disfarçado de Constâncio, é obvio, foi visto em frente dum ecrã de plasma, na fnac do Colombo, lavado em lágrimas de contentamento, de joelhos e mãos postas, jurando pela sua mãezinha uma descida vertiginosa a curto prazo.

Publicado por machede em junho 22, 2006 06:06 PM
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