Aquando da minha vivência pelo sul do Alentejo, já com o mê gaiato espigadote e frequentador da Biblioteca da terra. Então não é que me aparece um dia com uma rima de BD que eu desconhecia por completo. “Torpedo 1936”, esgalhada por uns baris Sánchez Abulí e Jordi Bernet, hispano-americanos certamente. Foi regalo mútuo a leitura da imensa carrada de acidez que jamais nos passara pelas unhas. Imprimiram os baris nas contra-capas dos vários números: “Neste álbum, o leitor vai ficar a conhecer melhor Luca Torelli, aliás Torpedo, um assassino profissional da pior espécie, frio, lúgubre, sem piedade, mesmo que seja preciso abater o seu melhor amigo. Mas, por detrás desse sórdido criminoso, há o retrato de um pequeno emigrante que, na “terra da promissão”, só conheceu o medo, a miséria, a violência e a segregação racial”.
Ainda pensamos em urdir um vil plano para não entregar aquelas preciosidades. Acabou por vencer o nosso lado cívico. Daí para cá, e já lá vão um bom par de anos, em qualquer baiuca que tivesse BD perguntávamos pelo dito Torpedo. Já tivemos, não conhecemos, está esgotado: eram as normais respostas.
Finalmente no fim de semana que já desaguou, o mê gaiato aparece-me com o segundo álbum novinho em folha, com a promessa que na próxima que vai desaguar pastoreia até cá o resto do rebanho. Tenhamos fé!!!

olha irmão Torpedo alentaejano eu tb fui um dos escolhidos - ele o TORPEDO, as suas façanhas e palavras, foi um grande companheiro de emoções à flor da pele - há anos comprei ou arranjei emprestado 6 livros - porém uma velha achou-os escabrosos pela nudez das mulheres - e meteu-os no lixo - deve estar no Inferno a esta hora - eu fiquei sem os meus TORPEDOS durante anos. Felizmente a semana passada achei 2 livros - comprei-os - foi um dos felizes acasos da vida - foi como achar aquela mulher há muito desejada - que só não levamos para nossa casa porque a não podemos comprar... Não é dinheiro, é amor!
Afixado por: Alexnietzsche em março 1, 2006 05:06 PM