
A coisa não teve maus princípios, poder-se-á mesmo afirmar que não! Um bibe todo pinocas à maneira da época. O mesmo sorriso palerma que faziam todos os outros 13.789 putos que mandavam retrato. Um popó de gaijo finaço, provavelmente herdado de um gimbrinhas precedente.
Há partida o gaijo não estava mal cotado nas apostas. Andava bem de triciclo e dizia umas larachas com piada. Passou pela primária sem grandes mossas, quer na matéria, quer no capado. Com as canadas, puxões de orelhas, reguadas, joelhos deitados abaixo e por vezes a cabeça aberta por uma ou outra pedrada mais certeira.
Transitou para os estudos acima navegando a meio da tabela durante as primeiras regatas. Descobriu as maminhas das moças a crescerem debaixo das blusas que as mães afanosamente tricotavam. Deu de caras com os bilhares do Portugal e começou a empatar algum na aprendizagem das maravilhosas carambolas. Foi conhecendo a nata dos pinantes da sua mocidade. Percebeu que a bola ia muito para além das muralhas da cidade. Tirou a prova real que a adrenalina é extasiante. Adrenalina que se produzia de duas maneiras: ou na insânia de espremer o acelerador da mota; ou no ludibriar do sistema estabelecido. E como dava pica brincar ao gato e ao rato com as forças da autoridade, principalmente as que estavam na dependência do major Silva Pais.
Estudou, trabalhou, apaixonou-se por aqui e por ali, conversou tanto como copos bebeu, radicalizou-se, leu umas rimas de livros, subverteu, fumou uns charros a ouvir Bob Dylan e foi para a tropa. Palavras não eram ditas e já tinha saltado o muro do quartel.
Depois, bem depois foi a desbunda do 25 de Abril. Um autêntico poço da morte de adrenalina. Uma explosão contumaz de emoções que durou um ror de tempo e deixou bastas tolas destes país de pernas para o ar.
Depois da tempestade veio o marasmo da bonança. Uma bonança que trouxe à tona a prova que não se mudam as cabeças das pessoas como dantes se mudavam as dos fogões a petróleo da velha fábrica Hipólito.
Ao camarada, resta agora, ir às consultas de vez em quando.

És um duro, mas róis-te em demasia.
Afixado por: António Carrilho em julho 15, 2005 10:04 AMO compadre não me diga que já está a fazer o balanço, eh,eh,eh! Não posso acreditar. Tenha lá calma que ainda é muito cedo para essas aventuras.
Um abração do
Zecatelhado
passei por aqui e gostei do blog, já agora se tiverem "vagar" passem por Monsaraz: http://monsarazemfotos.blogspot.com/
Resta sempre mais alguma coisa. É preciso é procurar-se..., resistir e confiar.
Afixado por: LG em julho 18, 2005 11:10 AMCompadre, gostei de ler. Quanto ao final, salta o muro e deixa cair o raio de cartão. Quem escreve assim, não precisa para nada da tal consulta! - abraço, IO.
Afixado por: IO em julho 18, 2005 03:32 PMHEY,
o meu cartao chama-se SULITANIA
ABRACO
luis
Amigos qual o saite onde me podem indicar como fazer o nosso pão, de trigo , dado que estou estou no Brasil?
Obrigados pela atenção
Cumprimentos
J.Gaspar
Amigos qual o saite onde me podem indicar como fazer o nosso pão, de trigo , dado que estou estou no Brasil?
Obrigados pela atenção
Cumprimentos
J.Gaspar
Meu caro Joaquim Pulga:
Só quem passa por elas é que sabe como elas mordem, mas é nestes tempos de merda, que estamos a viver há muito tempo, que nos temos que perfilar e resistir,sobretudo se houve a ousadia e o bom gosto de construir algo com a grandeza do Sulitânia.
Mando-lhe um abraço apertado
David Lopes Ramos
Meu caro Joaquim Pulga:
Só quem passa por elas é que sabe como elas mordem, mas é nestes tempos de merda, que estamos a viver há muito tempo, que nos temos que perfilar e resistir,sobretudo se houve a ousadia e o bom gosto de construir algo com a grandeza do Sulitânia.
Mando-lhe um abraço apertado
David Lopes Ramos
Meu caro Joaquim Pulga:
Só quem passa por elas é que sabe como elas mordem, mas é nestes tempos de merda, que estamos a viver há muito tempo, que nos temos que perfilar e resistir,sobretudo se houve a ousadia e o bom gosto de construir algo com a grandeza do Sulitânia.
Mando-lhe um abraço apertado
David Lopes Ramos