Desde o tempo só dos calções,
em que a camisola e as sandálias
ficavam na casa do Jaimito.
Já trazíamos na boca
a palavra «Amigo»
Nas nossas mãos tínhamos o coração,
a encher e a esvaziar.
A encher e a esvaziar a amizade
de sermos amigos.
«Amigo» é o oposto de inimigo,
tu sabe-lo «Amigo».
Como só os amigos,
o podem sentir.
Saber que se têm o aconchego,
do braço do «Amigo».
Ou mesmo só
o longe sentir do «Amigo»,
quer na bonança ou na desavença
dessa amizade.
«Amigo» é conforto mesmo na solidão!
Um dia partiste
com os livros na sacola,
e deixastes o «Amigo» para trás,
mas tinhas a sensação que ele estava ali,
na carteira do lado,
mastigando mais uma vez a manhosa da tabuada,
só porque era «Amigo».
Voltas de vez em quando para rever o «Amigo»!
E o «Amigo» espera-te,
como só os amigos sabem esperar!
Sabes, dá um trabalhão ser «Amigo»,
um trabalhão infinito,
tal como infinito é inaugurar-se o «Amigo».
É uma imensa festarola ter-se o «Amigo»
(para o meu filho, o meu maior «Amigo»)
nadam os obtusos
num mar sem margens
e sem vida
e daí não saem
desse mar infinito
que margens não tem
que vida não tem
a não ser os obtusos que vida não é
e nadam de um lado para o outro
nadam nadam nadam
sem cansaço por serem obtusos
e mais não sabem
senão nadar
num mar que nunca poderão abandonar
Aqui há uns tempos, descia eu para Alcântara, vindo da ponte 25 de Abril, quando fui barrado pela modorra citadina do semáforo vermelho. Entre romenos limpa pára-brisas e uns quantos deficientes profissionais, antecipou-se-lhes o vendedor da revista Cais. Revista de que sou assíduo cliente, pela valia do seu portfólio fotográfico e, valha a verdade, de umas quantas artigalhadas bem esgalhadas sobre a exclusão. Após a permuta dos euros pela publicação, enredámo-nos nas lérias da praxe, nas quais faço ponto de honra à laia da azáfama mercantil marroquina. Durante a troca de galhardetes o vendedor da Cais lá foi explicando ser um sem-abrigo, para além do agravo de andar na metadona por via de ser um tóxico dependente em recuperação. Já com a luminária da cor dos leões de Alvalade, ainda lhe ripostei: duplo problema o seu, com uma agravante; ser sem abrigo e tóxico dependente; sendo realmente grave a questão do dependente. O homem ia arregalando os olhos em crescendo. Já com o carro em manso andamento, lancei-lhe a derradeira léria: é que eu sou igualmente tóxico, mas independente! Observei-o pelo retrovisor. Lá estava ele no meio da faixa, pasmado, de braços escorridos pelo corpo e com um sorriso atónito. Certamente pensando para os seus botões do louco que lhe calhara na rifa logo pela matina.
Tem esta história a ver com o papel que me cabe nestas segundas-feiras de sapateiros. A crónica de um independente no meio de uma cantareira de ilustres cronistas ligados organizações partidárias. Sorte a minha. Azar provável de quem houve os meus dislates.
Sorte a minha porque, a haver puxões de orelhas, só a mim me cabe a tarefa, dado ser o Secretário Geral do Comité Central do meu eu. Imodéstia à parte, alta vai a fasquia do dignitário, quando este só admite ser o Secretário Geral a puxar-lhe as orelhas.
Azar provável de quem ouve os meus dislates, dada a sensibilidade otorrino que por aí abunda. Principalmente para algumas orelhas mais sensíveis que disparam mais rápido que a própria sombra: independente uma ova, ou se é de um lado ou se do outro. Azar também o destes pistoleiros da ideologia. Sou apenas e só do lado onde a verticalidade não está deitada, ponto final. E tenho um imenso prazer em ser o último revisor das minhas opiniões.
Não pretendo com isto postular a grande evasão dos partidos políticos. Não pretendo com isto postular a grande invasão do espaço político independente.
Mas reconheço na participação cívica independente, o mérito da cidadania reflectida e adulta. A confirmá-lo, existem uma catrefa de movimentos autárquicos de cidadãos, em exercício, das câmaras às juntas de freguesia, por expressa vontade dos cidadãos desses territórios.
Sei igualmente que o sistema político vai ter que conviver e viver também da existência política partidária, pelo menos por alguns anos, calhando, por muitos anos. Foram as malhas que o segundo Império teceu! Mas, também sei que a cidadania adulta terá de ser uma conquista diária, paulatinamente diária. E quero crer, a prática actual mo diz, que os cidadãos, principalmente, ao nível do seu território, já não estão muito virados para comerem da papa que lhe querem por força dar.
Por último, deixo uma questão que considero dos domínios do absurdo.
O presidente executivo da Comissão de Acompanhamento do Quadro de Referência Estratégico Nacional para o Alentejo é, nada mais, que o actual Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior. Pelava-me por saber o que a estes costumes dizem os 47 presidentes das câmaras do Alentejo? Pelava-me por saber se a coisa tem a ver com o acrescento financeiro substancial, provindo do Vale do Tejo, isto no caso de nos quererem impor o famigerado Ribalentejo.
Eu, apenas alentejano sou, de Niza a Almodôvar, de Barrancos a Sines.
Joaquim Pulga
(Crónica de opinião – Rádio Diana FM)
Setembro 24, 2007

Realmente não é desfaçatez para o bacano do Marques fazer às tias da linha, a não ser pelo lado exótico do putativo militante.
Entre garfadas no frango de churrasco, intervaladas por goladas de carrascão, a malta arrota aos berros telenovelas lacrimejantes, mourinhos gabarolas, scolaris coléricos, duelos partidários com pistolas de carnaval – e vá-se lá saber porquê alimpa o bruto os beiços untados na quina da toalha -, para seguidamente despachar colheradas de vil massa tremelicante a que chamam pudim flan, vidrando ainda o olhar no preço certo e mais que certo de um qualquer gordo de piada atrasadola e balofa, enquanto espera e desespera pelo café e pelo bagaço para lançar o último e mais profundo e sonoro arroto premonitório da tulha e da estarola empanturradas de cultura pátrida. Já de pé, entre o coçar da micose exige o solene palito que há-de rodar pelos beiços, possivelmente, até entre as mantas enquanto ronca à volta da próxima chave do totobola.
Na mesmíssima dimensão e registo temporal, a mátrida declara pelas europas e exige que se saiba que, afinal, se passam coisas e existe gente que pula e avança como bola colorida nas mãos de uma criança.

La Fête / 2003 - Paula Rego
Chamam-lhe hortas urbanas. Dão aos citadinos hortelões o prazer de comer produtos naturais, para além do gozo de os produzir. As tarefas na horta ajudam-nos a libertarem-se do stress semanal armazenado, muitas das vezes, num mal-amado emprego num qualquer gabinete liofilizado. Tem outro atractivo, uma forte componente pedagógica para filhotes hortelões. Fá-los sonhar com o muito distante imaginário rural. São a nova casta dos cidadãos camponeses de fim-de-semana. As cidades da europa moderna estimulam a existência destas hortas urbanas. Bruxelas criou mesmo incentivos à sua utilização na cintura da cidade.
Nós por cá também temos, onde quer que dê para meter a catana, as machambas que dão uma mão, para não dizer a outra mão e os dois pés, nos magros salários da rapaziada africana. Também temos os hortejos dos migrantes camponeses que a madrasta da vida transformou e transportou para os dormitórios industriais. Neles matam o vício de um passado rural nunca esquecido. E também ajudam no orçamento, que o digam os reformados!
Mas agora inventámos um novíssimo horto que vai deixar os gimbrinhas dos outros europeus verdes de ciumeira pela deslembrança. As hortas rodoviárias. E se a coisa pega, vão proliferar que nem láparos. Rodovias com as indicadas características, é material que não falta!

Pudera. Os presos que aguentem os chutos. Que desinfectem as seringas usadas ou que fumem chinesinhas. As seringas prá troca não chegam para todos.
Há outras prioridades.
O governo constrange-nos a que nos injectemos de optimismo.
O PS injecta-se a ele próprio e a tudo o que mexe. Para além de continuar a injectar mais uns boys.
No PSD, o Menezes e o Mendes injectam-se vice-versa. Os barões injectam-se para aguentar a esclerose partidária.
No CDS, só o Paulo toma a dose já que não há mais ninguém para injectar.
No PCP, gastou-se a totalidade das seringas [já não o porradão de outrora] na injecção colectivista da oratória do encerramento da Atalaia. Para além da dosezinha anual da militância da praxe.
No BE, só o seminarista não se injecta, mas o resto é um ver se te avias para lobrigarem um pé de milho que seja com uma puta de uma lagarta. Para além de quererem vislumbrar adonde vai dar o movimento rectificativo do proletariado, perdão, trabalhadores.
O nosso presidente deu-lhe agora a fobia de injectar vetos.
No Parlamento não é necessário injectarem-se, dada a dose geral vitalícia de regabofe.
Os autarcas injectam-se entre o temor e a ressaca de perderem o mandato.
O Scolari injecta-se à beira de um ataque de nervos.
O Pinto da Costa manda os outros injectarem-se.
Os bancos injectam juros e alcavalas.
A rapaziada injecta-se para não começar a ressacar as dívidas a partir do dia quinze de cada mês.
Uns vão pela necessidade de manter o bom funcionamento do relógio biológico. Outras opções não lhe sobejarão, ou não querem que lhe sobejem.
Resta-me expressar do respeito que me merece quem assim acaba por ter de ganhar o pão nosso de cada dia.
Outros vão no logro do que pensam não ser, mas finalmente é. Só que embalado e embrulhado na impostura dos vícios privados virtudes públicas. Retenho do meu sapiente avô a permanente sentença: O porfiar da artimanha está na massa “pensante” não entre pernas.
Resta-me expressar o desprezo que me merece quem assim intruja o próximo e a sua auto-estima.

Giocondo - Cipriano
usos:
[Gioconda e Mona Lisa] Leonardo da Vinci
[O nascimento de Vénus] Alessandro Botticelli
Eu sou devedor à terra
E a terra me está devendo
A terra paga-me em vida
Eu pago à terra em morrendo

A Aquilino Ribeiro bastaria esta chã homenagem de um anónimo alentejano.
“A ele pouco lhe interessaria que lhe andassem agora com os ossos às costas”, disse o escritor Mário Cláudio.
Pouco lhe diria o Panteão Nacional, digo eu. Essa tribuna mortuária que desencalha a má consciência nacional, para alguns, poucos, dos transladados, acrescento ainda.
Depois o revanchismo de terrorista e de regicida que atentou contra o estado de direito. Coisa de gaijos, que da história tem uma leitura vesga, porcalhota e reaccionarota. Daí ficar-mos informados sobre o que pensam os ditos vesgos sobre os militares que em Abril de 74, igualmente, atentaram contra “o estado de direito”.
Vejam bem se em lugar do sacristão dos tiques não morasse já cá o Camacho.
Calhando lá teríamos que mamar o gabarola special one. Até dava para ter pesadelos suadouros a sonhar com o gabarola Bush aos comandos do Glorioso.
Na próxima segunda-feira e seguintes, uma crónica de opinião, até a Rádio Diana FM se fartar do safardana, ou o safardana da Rádio Diana FM.
O óbito está-lhe participado. Irá para um daqueles talhões envasados num desordenado arranjo arquitectónico tetraplégico, atravancado de mobiliário urbano podre de modernaço, com pedonais geométricos até ao enjoo e arvorezinhas enreladas atoladas no arrelvamento da praxe, desenhados por um qualquer projectista da onda camarária ou da privada. Desordenamento, donde apenas se vê o mar por um canudo afunilado a lembrar um cinemascópio com pedrinhas azuladas e outras que tais.

Parte o Senhor António da borda d’água de tarecos às costas, para dar poiso ao fausto luxuriante de um empreendimento no qual, certamente, apenas entraremos se riparmos de uma letra a 90 dias, com a condenação incluída de pormos o cadáver a refrigerar pela brisa marítima debaixo de uma rodela de palhinhas à boa maneira caribenha. Isto só, caso não se lembrem de transplantar para o areal umas exóticas palmeiras amordaçadas no cocuruto por um totó para não danificar a folhagem.

A tasca do Senhor António é um dos sítios mais arrebatados onde pousei o rabo e tive o genuíno prazer de me atulhar de orgasmos ininterruptos. A moreia e o choco fritos acolitados por mínis afrontosamente frígidas, nos antípodas da freguesia polivalente e poliglota a ferver em lume brando ou a galope conforme a conformidade. E as larachas do Senhor António com as da clientela diária e de pernoita têm o condão de ressuscitar um morto a gargalhar a bandeiras despregadas.
O Senhor António, na praia de Melides, é um filme muitos óscares acima de qualquer fita do Kusturica.
Avé

Simples como são as mãos e os calos
que fecundaram a terra
que frutificou
nos gestos que pregaram o prego
na arquitectura da extravagância
na ideia que engendrou a cor
e da cor fez vida
que voa no cata-ventos avião
em adejos rasantes
e piruetas de gozo
a carimbarem na areia as pegadas da máquina tractor
que espantam o espantalho
mas não os pássaros
que soltarão risadas
do belo azul e branco
e da doçura dos figos lampos
(em Grândola Vila Morena)

Excluído, rotulam os tecnocratas. Artificio linguístico imposto pelos alemães por jamais admitirem ter pobres de pobres mesmo. Já que são óbvios, antes excluídos! Maleáveis, os restantes cristãos do “ocidental mundo civilizado”, receberam a bênção de, igualmente, se desobrigarem de tão indigente adjectivo. Excluídos, pois claro. Mas que bem que fica conferenciar sobre o despenalizador termo.
- Dizem-nos as fiáveis estatísticas ter-mos reduzido em 5% a população que sofre de exclusão. A nossa politica eficaz, está efectivamente a debelar o fenómeno – papagueia inchado e solene o professor doutor especialista neste fenómeno paranormal e sem explicação aparente.
Perante tal bálsamo, a assistência abana reverentemente e respeitosamente a cachimónia perante o rigor e sapiência do mestre. Após demorada salva de palmas, desfalece a turba de consciência plácida em direcção aos canapés e ulterior bife de alcatra.
Beato Salu, alcunharam-no as gentes da urbe. Alcunha originária da clientela telenovelesca, persuasões miríficas onde são admitidos excêntricos mas não indigentes por mou de não acabar com os negociáveis sonhos cor-de-rosa. Pobres, estes sim, mas de espírito. Salu, possivelmente, pela sua parecença com um dos ditos excêntricos e evidente propensão para amiúde remoer de si para si sermões inatingíveis para os outros “normais” concidadãos. Inatingíveis, porventura, pela sua vontade de não chocar com o cru desatino em surdina. Uma coisa não deixou que lhe excluíssem, a indignidade de ser pobre!
Excluído, o Beato Salu? Do quê? Por quem?
Incluído, digo eu. É mais um entre nós, restantes incluídos. De uma pobreza vertical e, atrevo-me a prognosticar, consciente!
Salud Salu!
O Dalai Lama põe o Vexa ministro dos negócios [mas que termo apropriado] com os estrangeiros, de olhos em bico!!!
Viva Marx, viva Engels, viva Lenine, viva Estaline, viva Mao, viva Luís Amado!

O 0 da língua antecedente, não tem nada de enigmático. Nada mais é que um okupa da residência antes desfrutada pela “Cançoneta do depois”. Cantilena que me deixou um travo amargo pelo ruim uso que abonei ao tempo que me está deliberado. Abono, desabono faxa Vexa favor! Que outros mais dignos e substanciais se apeitem com a verrina das minhas “cantilenas de escárnio e mal dizer”.
Atrás dos tempos, outros tempos hão-de vir. Quilómetro 0. Momento zero, tal e qual como anunciava os fanhosos altifalantes do nostálgico Carrossel Alverca: “Nova corrida nova viagem, truca-truca na bolinha do Alverca”.

Há uns que querem, mas então… Há outros que podem e devem!
Este compadre, cidadão de Aviz, é dos que podem e devem usar bigodes, pois então. Nas suas rugas lê-se uma topografia de inteireza. O olhar é transparente como a água do poço do largo. O chapéu, usa-o no sítio oportuno. E o prazer dos bigodes assenta-lhe como um alto dignitário desta terra, que é!
Disse-o Miguel Torga: “Foi a terra alentejana que fez o homem alentejano, e eu quero-lhe por isso. Porque não o degradou, proibindo-o de falar com alguém de chapéu na mão”.
Os outros que querem, mas então… Resta-lhes acatarem o papel da galinha que jamais chegará onde a águia alcança. Por mais que se empinoquem, o chapéu apenas servirá para sombrear o coiro cabeludo que nada tem debaixo.
Sem grande esforço sustenho-me,
de leve que estou.
De leve que sou por nada ter
do que não tinha.
Do ter que tralha era
de nada ser.
Que tralha era a bem dizer?
Ainda não sei bem aonde, mas vou transferir a máquina para um sítio mais seguro.
O Irão diz ter a funcionar 3.000 centrifugadoras. O Pentágono tem planos para atacar 1.200 alvos e, mais adverte, que em apenas três dias a capacidade do Irão iria para o galheiro.
É que tenho ali uma beleza de máquina. Até posso escolher a meu belo prazer a velocidade de centrifugação, 100, 200, 800 à hora rapaziada. Verdadeiramente na gáspea, como nos tempos do glorioso Poço da Morte da Feira de S. João. Um nadinha e ultrapasso a velocidade do som, c’um camandro. Tecnologia amaricana já se vê. Whirlpool. Uma verdadeira brasa nuclear esta machine. Os pantalones e o cuecame são cuspidos pela rodela do postigo completamente absolutamente à nora de tanto andarem à roda. As camisolas com mangas saem de lá com elas à cava, tal é a exigência atlética da bicha. Bom, valha a verdade, a machine também se péla que cá o baril bote de fora a tatuagem de rambo ultramarino – Guiné 69 Amor de Mãe. Vaidosa, cá do baril, a magana da brasa nuclear amaricana! Calhando, o pai dela é coisa para ter estado no Vietname e ter uma tatuagem a modos que igual.
O certo certo é que o Pentágono não é de fiar. Atão e se os 1.200 alvos não são todinhos no Irão? Atão e se eles já têm debaixo d’olho a magana da amaricana, suspeitando-a ao serviço de interesses assim para o lado inimigo deles que, desconfia-se, são mais que as mães. É que lá por ser amaricana na está a salvo a magana. E depois a gente está fartinhos de ouvir na telefonia aquelas coisas do azar com o fogo amigo, dos danos colaterais… Centrifugação por centrifugação, vou mas é mudar a bicha para outro lado. Calhando, por via das dúvidas, meto-a no prego para arranjar cash flow para me mudar a mim para outro sítio. É que o Pentágono, adiantou – e a gente está podre de saber que os magalas [normais] têm o cérebro, perdão, o poder na ponta da espingarda, quanto mais os paranormais do Pentágono que passam a santa vidinha a adiantar-se -, que os alvos não são só as centrifugadoras. São também as bases aéreas e navais, os armazéns, os mísseis e, vejam bem, os centros de comando. Quanto às bases aéreas e navais estou mais ou menos remediado. O Alqueva fica ainda a um porradão de léguas. O aeródromo que é já ali no cabeço a seguir ao burgo, já me mete um nadinha as costas pra dentro. Armazéns, só os da zona industrial, e o mais que lá há são cangalhada, pantalones da Lee e uns relés manhosos do tempo em a tecnologia era a pedais. Lá na taberna ainda me azucrinam a cabeça quando eu digo que os centros de excelência e a tecnologia de ponta são patranhas para enganar patego. Vejam bem se a zona industrial tem ido na conversa do gago e do zorrinho!?!? Tal na era o cabo dos trabalhos!?!? Mísseis, só conheço os que o Chico canalizador emborca lá na tasca, um a seguir ao outro, enquanto o diabo esfrega um olho. A porra, são os postos de comando. É que cá o je, é o posto de comando da machine, carago!
Os médicos portugueses querem que a rapaziada use mais preservativos.
Cá com o chaparral podem estar tranquilos! Gostamos de levar as coisas a peito, né. Só o despimos mesmo para mijar!!!

Lá foi o Joaquim Pulga dar umas lérias sobre os rabiscos que lhe gastam, vai não vai, uns tostões de tempo. Às lérias, chamou de Palavras à moda do Alentejo. Com sopas de pão pois então.
Valia grada a desta I Feira do Livro do Alentejo. Por ser numa freguesia do concelho de Aviz. Por ser dos livros do Alentejo e dos alentejanos.
Lá foi, na companha do Zé Manel, encegueirado por saber ir está com o sê amigo Luís Afonso. O Luís e os outros amigos João Mário e Chico Ramos. Na contenda, abateram positivamente uns palmos de larachas mais um batalhão de bijecas.
Pela Pátria!

do livro Ribanho - texto de Luís Afonso e desenho de Carlos Rico