«A esquerda não gosta da genética, porque mostra que nem todas as falhas dos seres humanos se devem ao capitalismo»
(comentário de James Watons, homem a quem a ciência deve a descoberta da estrutura e consequente importância do ADN)

Legado das andanças pelo marxismo-leninismo tropical. Obra em português das Edições Ráduga – Moscovo, 1984.
Dado o fervor do Teixeira, só me sobeja devotar-lhe as representações abaixo embebidas, sacadas ao real em Escaroupim, lugar nas bordas d’água do Tejo para as bandas de Salvaterra em dia de corrida de toiros. Corrida a que não assisti dado o número de tias e tios de chapéu verdoso e pena de perdiz, por metro quadrado, nas imediações da praça da terra em questão. Mais, os toiros devem finar-se na ponta do estoque ou ser indultados – caso a honradez da braveza o dite – tal como é prática em terras de Castela. Ao marialvismo lusitano sempre optei pelas sortes plebeias da pata ao léu e da remendada muleta. Arte das gentes que sempre tourearam a vida arrimada ao natural das pontas. Tal como o camarada e leão da pedaleira de corridor Joaquim Agustinho.
A vaca – esposa devotada do toiro e neste caso leiteira – serve de chamariz a uma sempre adiada santa – e sempre monoteísta – aliança do sul permissivo e ensolarado contra o norte circunspecto e formiguinha.
Viva a cigarra – sempre contra a corrente da rábula infantilóide normalóide.


“Ó soli mio”
Dantes, impuseram-nos o deserto a longo prazo, através do heróico, patriótico e semiótico título de “Celeiro da Nação”.
Agora, somos simplesmente com a simplicidade do simples: “O Celeiro das Energias Doces”. Bem hajam!
A tepêzita destapou novamente o seu potencial imbecilóide pela mão do imensurável crânio da sua rainha da trapalhice. O passe de magia teatralizado pela Elisa no caixote de todos nós, vai passar à história com o título: “A palpitação pátrida pela dita(dura)”. Com o botas de Stª. Comba como canastrão maior a ser eleito pelo bom povo tuga - eleito????, te arrenego Satanás diria o dito. Rapaz que, a não ser por mou das excepções da francesinha e da honorária D. Maria, diríamos pouco dado a usar a dita dura.
(A)deus pátrida da autoridade.
Avé

Conhecia-lhe a figura desde que travei conhecimento com o jazz. Mais, devo-lhe a curtição de ter posto os olhos e os ouvidos em sentido perante os grandes deste excelente sonido parido oficialmente pelo negros de Nova Orleães depois de amadurar no calvário dos excluídos pelas plantações de algodão do sul dos EUA.
Alguns anos depois, numa jam-session entrelaçada entre o Viena Art Orchestra e uma mão cheia de músicos moçambicanos, apertámos o bacalhau, lá longe, na borda d’água do Índico em pleno cabaret Topázio, casa de bem-estar sedeada na Rua Rosa Araújo (ou do crime) em Maputo. E bebemos o trago e a léria da comunhão alentejana e jazzística. Devia-lhe já uma carrada de favores pelos Cascais Jazz. Desde Novembro de 1971 quando, pelas 10 da noite em punto, o Septeto de Miles Davis subiu ao palco para inaugurar uma bela torrente anual para os ouvidos. Lá vi o Luís opor-se à prisão imediata do contrabaixista Charlie Haden, pela pide, por este ter dedicado uma composição aos movimentos de libertação das então colónias portuguesas. Determinado, não permitiu aos esbirros subirem ao palco até o músico acabar a actuação.
Devo ao Luís Villas-Boas o prazer do jazz!!!!


Mais de 200.000 vítimas das recentes cheias no Zambeze continuam a perguntar à Hidroeléctrica de Cabora Bassa: HCB estás muda porquê?
Podes tentar esconder-te,
Escapar é que duvido.
Como se não bastasse de xibalo, o paiol militar em Maputo explodiu causando mais vítimas na insignificância numerária dos moçambicanos.
Uma reprise da estreia a que assisti nos anos 80.
ARREMESSOS
"A despeito de questiúnculas, e a despropósito das overdoses do
born in, sempre e sempre o futuro, nossa fúria cosmopolita
mas agora falemos de ortodoxias.
De facto, mais do que a vermelha e a clássica
são estes bolsares viscerais, mangungu d'ontem maningue chatos.
Para os ruminantes, barrete e folhoso são o vai-vem obvio-
implícito, basta o ruminar e bolsar sobre.
Exaustos de exaurir cifrões, estão os dias
que nos transportam es-cru-GULOSA-mente (m) (por via erudita).
No ponto a mesma música: os fúnebres encontros
para chorarmos um entre comuns: os irmãos foram-se de largada.
É verdade que o que somos tem sempre segmentos do que fomos..
Será verdade, também, que o xibalo e a palhota sirvam
para nos nacionalizarem, só porque se u$a?
Ou seremos nós, há caso, mero cidadãos do ocaso?
Mas por criar, sobram-nos os mesmos filhos
que vamos sendo dos nossos pais.
É verdade irrefutável que, se a historia está a ser mal escrita,
a minha geração dar-se-á ao desplante de reescreve-la,
me ti cu lo sa mente(m)! "
Filimone Meigos no livro "Poema & Kalash in love"
Giralmente as pessoas encontram-se na Praça do Giraldo. Até tu, Giraldo Geraldes terias pavor de encontrar o aniversariante caixote do ópio do povo na Praça que honra o teu feito guerrilheiro a aviar directos pacóvios.
Passo! Nem um vintém neste par de damas mascaradas.
As academias privadas da Pátrida não tardam muito que apenas comportem curricularmente o wresdtling, a parapsicologia (com cordialidade) e o jogo de cintura. Número circense também denominado “O país dos doutores no reino das maravilhas”.
O zé du, dono da República Pópular dos Diamantes, Petróleo e Estropiados, prepara-se – pelo menos vontade não lhe falta – para mandar a tropa dele, mesmo dele, defender o escroque do mugabe dos patrícios Zimbabueanos.
Na Pátrida, para além das telenovelas, a preocupação na ordem do dia dá-se ao respeito por mou da cabal licenciatura do nosso primeiro. Fócrates!!!!
Os da situação contentinhos, os do reviralho em sentido. Em 2006 o défice foi açaimado.
Pópulares e democratas e cristãos – perdoai-lhes mestre!
Aviaram a Zézinha.
O moço apregoa que lá por ser escuro não tem que ser o combatente expiatório.
Até por haver outros que também queriam molhar a sopa.
Dantes assaltavam o caldas do exterior.
Agora é do interior.
Freitas, seguramente não topaste que era assim que se temperava o poder.
Que constrangimento para os tios da linha.
E agora Adriano?
Qualquer dia quem diria que um táxi seria demais.
Basta um cabriolet daqueles com matricula de motorizada.
Na transtagânea têm a alcunha de mata-velhos.
Arrasaram o polimento do caldas.
Em casa de ferreiro espeto de pau.
Portugal tem mais juízas do que juízo(s). Isto, baseado no informe que as juízas subjugam à farta os juízo(s) nos tribunais de primeira instância. Resta-nos a fezada que as juízas imponham tino na iniquidade. Que os manageiros da justiça sejam as gaijas, pronto. Que metam na ordem a bandalhice a que chegou a moça da balança e da espada que trocou a venda por uma pala de salafrário deixando o outro olho à mercê da torpeza discricionária.
Será que, depois de medrar durante oitocentos anos bem medidos, ao rectângulo pátrido ainda não nasceram os dentes do siso, daí a penúria de juízo(s) atilados.
Agora, não pela mão do botas de Stª. Comba, mas pela manápula da uézinha do presidente burroso, zelota e igualmente apaniguada da moralzinha cristã e ocidental, voltamos à democracia dos fiscais de isqueiros!!!!!
Tínhamos papado o assunto já aqui há uns anos, mais propriamente, nos meados do século passado. Podemos, portanto, considerar que o IEFP tem em preparação um cursito de formação dos ditos, para além das consequentes vagas subsequentes. Vale chamar à atenção para o acrescento que é necessário realizar na nomenclatura das profissões, da nobre e reciclada tarefa fiscalizadora.
Não esquecer que uma nova pidezinha, com um novo formato democratinha, também dava algum jeito nos famigerados índices de desemprego.
Fócrates!!|!!
Não empurrem por favor.
Atenção ao afunilamente nacional!
Desopilem velhos do Restelo,
façam-se novamente ao mar,
vão dar uma volta à Índia
a ver se descobrem a EUropa da tropa fandanga.
Já basta a encrenca natural
das inatas bravatas
da nata Pátrida.
Ó Henrique, Henrique,
porquê ainda os sopapos na velhota?
Não te bastava teres parido o carrocel zaronzel nacional?
Pevidém 4 – 4 Médivep.

Agora vai enregar com uma nova fita em que o mote é o Cristóvão Colombo. O enredo está na origem do navegador. Génova ou Cuba do Alentejo. Cá pra mim é da Cuba, só pode! Aliás, as competências na arte de (e)marear foi-lhe seguramente aguçada pelos nobres e inebriantes almudes de palhetos da talha que arrimou ao bolinar pelas adegas da Vila. Um bom cubense jamais perde o norte!
Goste-se ou não da obra do Mestre Manuel de Oliveira uma coisa é certa. A idade do Mestre é proporcional ao comprimento dos filmes.
Começam por mamar a suprema catástrofe abortiva e acimentada da Amadora. Eu, preferia a Porcalhota. Lambem as mais vexatórias xaropadas televisivas, espelho bastante da assertividade dos bacanos e bacanas que habitam este rectângulo, verdadeiro bairro da lata de indigentes mentais (bairro que engloba e tem mesmo como vértices principais, Vale de Lobo, Cascais chique e a zona da Foz. Chucham uma comunicação social escrita inenarrável, parida por inenarráveis jornalistas que bolsam asneiras sobre figurões inenarráveis do jet 007. Chupam uma catrefa de políticos que podiam perfeitamente só grunhir que as consequências seriam praticamente as mesmas para o desenvolvimento da pátria e no caso ex-Porcalhota actual Amadora.
Debito estas lérias porque:
“Escandaloso e ofensivo”. Foi assim que as mulheres da CDU do Concelho da Amadora consideraram o comportamento da Junta de Freguesia da Reboleira ao contratarem um “striper” para as comemorações do Dia Internacional da Mulher. Recordam ainda as subscritoras os princípios que norteiam as comemorações do Dia Internacional da Mulher; “A mulher sabe que a sua emancipação é alcançada lado a lado com o homem, com a sua inteligência, luta, amor, amizade, fraternidade e nunca pela imposição de ideias retrógradas”.
Não consigo vislumbrar (mas começo realmente a ser um cegueta impenitente) onde a actuação do dito “striper” colida com os nobres e emancipadores princípios enunciados pelas anti-retrógadas.
Que floresçam mil Juntas da Reboleira!
O Sôr Ministro da Agricultura tem, no mínimo anda a anunciar que tem, os tomates pretos. A terra a quem a trabalha! Nem Mais. Absentistas, vão dar uma curva ao bilhar grande. Nem mais!
Em tempos quentes do PREC medrou a chamada reforma agrária. Errado! Quando muito poderia ter sido uma revolução agrária.
Estas medidas anunciadas podem auspiciar uma reforma agrária. Certo! Vamos ver se há tomates e até onde esticam. Caso isto venha a germinar, prometo que vou a pé ao restaurante da Tia Alice em Fátima. A pé, sublinho, de onde estacionar a carripana até à amesendação. Assim a modos que não se ponham para aí a especular coisas?

Pelo lado da coroa: não troco nada pela ternura e sopinhas da santa mãezinha. Um encanto que perdurará até mesmo depois de um pantomineiro daqueles babalús especialistas em tecer história (mais estórias) com fio de lã pútrido atamancar uma tese de cátedra.
Pelo lado da cara: o que opor à libido da perdição se a ela devemos o fabrico!
As línguas, postas, postes, textos, teores, dicas, larachas, lérias, dichotes, palavrórios, chalaças, arengas, pilhérias, facécias, chistes, etc… que costumo pespegar aqui no Diário da República do Gerúndio, durante alguns tempos vão farolar tipo Bugio, isto é vão e vêem conforme o tratamento a que o escriba vai ser submetido: uma lobotomia profunda. Daí que também seja relevante notificar para a séria ou menos séria possibilidade do escrivão Isidoro de Machede se tornar surreal, ou mesmo boreal, isto, no caso de ser filado pelas matinas.
Com o tempo o bicho fazer-se-á novamente ao rego!
concedo-me uma logro de liberdade
para que a luz embusteira do dia
me desvende um mundo de tambaque
lobrigado da última virtual carruagem
da europa civilizadinha, cristã e trapaceira.
anafada de humanóides a pilhas cibernéticas
(ainda se fossem de dar corda com uma chave com orelhas)
nutridos a pechisbeque por fora e por dentro
da sua não vontade.
e volto, volto sempre a maluquecer
no quadrado dos quatro por quatro passos
em que me deixei prender
donde a imaginação está ausente por vontade própria
que facilite calcorrear
o universo que me garantiram
quando nos meses antevistos
me expulsaram da placenta da minha mátria,
numa noite de Janeiro,
naturalmente, coalhada por uma galáxia em festa!

O Manuel Bento, o Zé Gato que levantava de emoção o velhinho estádio da Luz, com defesas mirabolantes, partiu para o último contrato.
A baliza do Glorioso, hoje, não tem Kipper. A não ser que o defesa Germano improvise o nº 1.
Zé, ainda um dia vou bater palmas a mais um teu glorioso voo para a xixa. Palavra de moço quase da tua mocidade.

Camionagem Luís Capucho – Évora. Com dois ou três “estransportes” idênticos (atenção que são nada mais que caminhetas Mercedes) a Camionagem Capucho foi uma das empresas pioneiras de transportes rodoviários de passageiros no Alentejo. Não sei exactamente as linhas de carreira exploradas nem a periodicidade. Seria interessante saber. Deduzo que o empresário se decidiu pelos critérios da bondade das rodovias e da inevitável procura. Possivelmente saem-me as contas furadas e o juízo foi completamente adverso.
Vale dizer que nesta altura já existia o percurso ferroviário Évora – Barreiro e, seguramente, estariam ou planificados ou já em construção os outros percursos ramais que outrora emanaram da belíssima estação eborense, hoje, mais morta que viva e ainda por cima com a morte anunciada de ser substituída por uma pós-moderna navette do galáctico TGV, inevitável agente da pós-falência retangular.