
El Juli
"A festa dos touros percorre o caminho iniciático do mundo antigo e do mundo moderno. Ela representa com uma intensidade igual à da tragédia grega o próprio destino humano, e tem a mesma função catártica: é uma exebição dionísica de todas as potencias vitais, começando pelo próprio sangue naquele momento em que a morte simultâneamente consagra e destrói o paroxismo da vida. Então, uma vez consumado o sacrificio do animal e superada a ameaça que tentava submergir o homem este renasce replandescente para uma vida glorificada pela serenidade e pela lucidez que só se adquirem nos transes mortais"
Michel Leiris (escritor surrealista) em «Le Miroir de la Tauromachie»
Nos quentes anos do PREC tacharam de Chico Cortiça ou Chico Bóia, o então general Costa Gomes por lhe ser inato manter-se à tona do poder. Nunca concordei com o epíteto, por nunca lhe ter achado capacidades distintas para o assunto. De singelo sempre e apenas achei que foi apanhado pela história na hora certa e no lugar certo.
Este meio entradote sim! Tem efectivamente as características intrínsecas de uma verdadeira bóia. Ainda jovem turco e já o poder de flutuação saltava à vista desarmada de qualquer jagodes com curriculum de político na mercearia da rua dele. E pode-se ainda acumular há capacidade de flutuar a aptidão de maratonista, coisa que o espalha brasas do coelhone nunca conseguiu por ser um sanguíneo.
Ainda que o tempo certamente o contemple com mais cinco tostões de sensatez: não se põem na rua delegados sindicais pelo normal e básico direito do delito de opinião, nem se anda a dar à língua fora dos círculos restritos sobre eventuais problemas do secretário-geral e de outros camaradas também meio pesadotes no zingarelho. Porque mesmo que tácticas sejam tais (in)confidências, retiram credibilidade à escorada verticalidade do aspirante a etc e tal…
Limando estas pequenas arestas, o nosso entradote, será efectivamente uma realíssima, elegante e bem falante bóia. Disto podem não ter dúvidas!
Nunca é demais dizer que sou contra qualquer fundamentalismo. Todos sabemos o que se passa no Líbano. Congemina-se sobre as jogadas nos vários tabuleiros dos analistas. A comunicação social está em cima e difunde a tragédia. A arrogância israelita é óbvia, principalmente quando incentivada pelo Império do papá. Quer-me, no entanto, parecer que já faltam unhas ao papá para tanta guitarra. Ao povo eleito espero ver como reciclarão a arrogância, quando daqui por uma dúzia de anos forem apenas meia dúzia de eleitos no meio de uma multidão de árabes. O holocausto não é de elástico!
Da mão cheia de imagens que se seguem, acho verdadeiramente inconcebível a primeira – adolescentes israelitas assinam o seu nome nas bombas que irão proporcionar a barbárie das imagens seguintes. E se estes quase restos humanos são de combatentes do Hezbollah, então eu sou a Condoleezza Rice?!?!











Segundo eles, os autarcas Algarvios, o investimento está a fugir para o sul de Espanha. Lá há ordem para acimentar muito mais, desconfiam mesmo, inclusive, alguns nacos de areia de certas praias mais rentáveis.
Mas, segundo as últimas negociações, o gimbrinhas do ministro do ambiente levou para tabaco e há lugar para continuar a urbanizar, contidamente é claro, deixando algum solo arável que se destina a arrelvar, ou a fazer uma consociação de arrelvamento com umas palmeiras alinhadas ou desalinhadas à vontade do freguês. Nas novas urbanizações é imperioso que seja respeitada a traça das antigas chaminés algarvias. É igualmente imperativo que em caso de confluência de mais de duas vias públicas, deve existir uma rotunda devidamente engalanada segundo a vontade do autarca dono do feudo. Tudo o restante não carece de normas especiais, ou seja, será ajustado entre o pato bravo e a respectiva edilidade.




Sou um sócio do «Espesso» de sempre. Posso afirmar sempre fiz os meus depósitos semanais, inclusive, quando andei a correr mundo. Nos últimos tempos, uma dúvida assalta-me também semanalmente: deixar de pagar as quotas ao Balsemão. Simplex, entre o que este semanário já foi e o que é presentemente, é o mesmo que comparar a feira de Borba com mastros e tudo com o olho do cu. Não é por acaso que agora adoptei o termo «espesso».
Hoje, declaro publicamente a minha admiração pelo António, sacando-lhe à má fila o pertinente cartoon e denunciando que, sem margem para dúvidas, é uma das âncoras que me ligam ainda ao semanário.
Relativamente ao cartoon: ó sim ó sopas!!!
Aqui há uns tempos li, num dos canhenhos do Cesare Pavese, uma curta frase que deixou um rasto cavado fundo na caixa dos pirolitos: “Os sítios onde foste feliz, tornam-se inabitáveis”.
Sedimentei-me novamente no meu burgo quase três transactas décadas depois de ir correr mundo. Feliz aqui, fui, imenso! Mesmo nesse tempo da mordaça e de todos os outros açaimes que eles inventavam para não nos deixarem abeirar da liberdade. Mesmo assim fui feliz. Possivelmente muita dessa felicidade passava pela adrenalina da subversão.
Cá estou agora novamente no meu burgo. Burgo no qual sinto o travo de um inóspito mentalmente excluído.
Há tempos, numa luarenta noite de verão, do cimo da torre do burgo de Monsaraz avistando o contorno iluminado da cidade grande veio-me à mente o título de um livro de um outro italiano: “A oeste nada de novo”.
Secretamente reunidos em torno d’umas sopas de beldroegas com queijo, safio e ovo escalfado, os fundadores da Torre de Menagem analisaram o Estado da Nação Alentejana e perspectivas de futuro.
Sobre tórrido ambiente o debate foi aceso por um branco de Borba que em muito contribuiu para se atingir o consenso em torno de um comunicado final que aqui se deixa lavrado:
COMUNICADO FINAL
subscrito por unanimidade, mais consortes e prole presentes
Atendendo a que nos últimos anos o Alentejo deu duas voltas de 360 graus, uma para oeste, outra para leste, tendo sofrido, por consequência, uma profunda agitação sem do sítio sair e que, por outro lado, a correlação de forças e a conjuntura socio-económica alteraram-se substancialmente pela falta do hífen, entendemos:
1 - O Alentejo é a região portuguesa com maior potencial de investimento em montes de projecção social e de lazer para 1 a 3 fins-de-semana/ano, desde que equipados com garrafeira da região, ar condicionado, piscina, internet, consolas de jogos, 1 campo de tiro e 2 de golfe (1 para cada dia), ou seja, com tudo o que assegure que de lá não seja preciso sair;
2 - A construção do IP8 e do aeroporto comercial de Beja são infra-estruturas fulcrais para que cheguemos depressa e saiamos como um relâmpago e, por outro lado, a fossa a céu aberto em que o lago de Alqueva, em tempo recorde, se conseguiu constituir, é de capital importância para o desenvolvimento da agricultura e para o estabelecimento de estâncias termais únicas no mundo;
3 - Não faz sentido manter o blogue Torre de Menagem e muito menos, ainda, acabar com ele;
4 - Como há mais de 30 anos se reclama, a terra deve ser para quem a trabalha e para quem tão bem a tem vindo a trabalhar, implicando, por tal tão insofismável constatação que, um dos membros já se tenha posto a milhas há alguns anos, dois outros estejam de malas aviadas, um quarto já cá só pernoite, enquanto o quinto se recusa a sair de cá por uma questão de felicidade familiar - depois de correr mundo diz não ter encontrado outro lugar onde se ria tanto.
Posto isto, propõem os signatários à classe partidário / famílio / tentacular da região, mais uma vez por unanimidade, mais consortes e prole, que ousem proporcionar, com regularidade anual, se possível, até, semestral, uma volta completa de 360 graus para manter a agitação dos que por cá permanecerem a mandar na terra e em quem nela trabalha.
Alentejo, Julho de 2006
Não
não é a poesia caixa de música
ou a poesia piolho místico enterrado no sebo destes dias
ou qualquer outra
que podem dissolver a tua alma
tão problemática
no vinho da beatitude
Ah
o «mistério» da poesia a poesia
técnica da confusão
a capelista poética e os primeiros fregueses
ainda a medo ainda receosos
de te pedirem a Dor em alfinetes que não tenhas
logo ali à mão
E quando dizes «Poesia» eu tenho nojo
aquele nojo violento que me dá
o olhar furtivo a atenção desatenta
dos que se demoram nos lavabos das salas dos cinemas
de mão distraídas procurando
a solução da noite
Instalaram-se em ti
a mesma contracção suspeita
a mesma hipocrisia o mesmo sobressalto
a mesma curva obscena
que o olhar descreve
goza
e disfarça
Quando dizes «Poesia» dizes medo
dizes família tradição classe
e a vida de cão que te esperava
e que é hoje a tua vida «transcendente»
vida de cão
Ensinaram-te palavras que pareciam
prontas a derrotar quem as ouvisse
ensinaram-te gestos para elas
e a tal ponto te humilharam
que te puseram de pé
limpo
inteligente
e aprumado
Pronto a seguir
seguistes
e agora estás aqui
estás aqui pois claro
angustiado e iludido
mas deliciado
Até aos últimos arcanos
cafés e leitarias
seguiste André Breton
ou a sombra dele
e a aventura mental que procurava
um sinal exterior
um estilhaço vivo do acaso
a Nadja lisboeta que salvasse
ou a noite ou a vida
acabou em «bons» poemas «maus» poemas
em palavras e palavras
E coberto de palavras enterrado
numa terra de murmúrios e gemidos
teu coração já nada faz mover
senão moinhos de palavras
e «a dor é grande» dizes tu
«mas sublime»
Mas não sou eu que te lamento
Os teus mitos esperam-te
já impacientes
Talvez me encontres
talvez possa fazer qualquer coisa por ti
qualquer coisa simples
quase inútil
quase ridícula
oferecer-te uma sílaba
um conselho
um cigarro
Alexandre O’Neill
Tão a ver como estou literato como o camandro. O Michael, aquele espertalhaço do economês que sacou umas massas – se não estou em erro ao Aníbal – para destapar os nossos potenciais recursos, a que chamou “clusters”, e que se não estou enganado já quase todos bateram a bota completamente submergidos pelos trinta réis de mel coado que é a jorna de qualquer chinês. Bom, mas a do “cluster” manda alto sainete quando a cuspo em qualquer assembleia, mesmo com alguns literatos presentes.
Mas voltando ao que me trouxe hoje. Ando verdadeiramente entusiasmado com a questão das enxergas e golfes no Alqueva e mais algumas actividades paralelas (quer à imaginação como ao fisco) que contribuam para a sustentação de tanta água, mesmo que de duvidosa qualidade. Ainda que já me alertaram para o facto de um moinante da nomenclatura ter subtraído 6.500 camas ao gaijo que manda na gestalqueva, passando assim a dança dos números para 16.000 enxergas. Caso isto seja verdade, temos muita pena mas também temos que baixar no número de enxergas para os turistas. Contentem-se lá então com 250 camalhos. Mas o entusiasmo vem do facto de num repente me ter lembrado das possibilidades que podem advir da rapaziada ampliar a actividade para o corso local aos barcos dos turistas. Não é coisa de desperdiçar, sempre vêm à rede uns cachuchos e outras orinas de pendurar, uns telemóveis, uns óculos armani, uns pólos gant e mais algum pechisbeque avulso que qualquer invejoso de Lisboa mercará certamente mesmo que por baixos patacos. Mas sempre daí advém algum sustento, e o próprio IEFP pode perfeitamente proporcional uns cursos com umas horitas razoáveis e o necessário subsílio para dar ao dente e transporte, mais ou menos com o nome de “Salafrário técnico de águas interiores”.

Tendo mais que idade e agudeza na observação para estar podre de saber ao que iriam levar as oportuníssimas injecções de democracia dos americanos & companhia no médio oriente. Tendo igualmente o mesmo tempo e acuidade na análise para uma calculada ilustração do que representam de benfazejo para o mundo as reuniões do G8. Hoje, ao ver o telejornal, gostei sobretudo de ver o bobo, a espanejar a sua vaidade zarolha, contentíssimo do seu papel de bobo. O que ele proferiu, sinceramente não sei, nem me interessa.
Exibição de ventrículos, só gosto quando são espectáculos sérios!!!

Que venham os amigos da onça
e tragam basto avio de lágrimas de crocodilo,
que acompanhamento sem farsantes,
é como circo sem palhaços.
Venham agora suspirar
o elogio,
como antes rosnavam
a aleivosia.
Venham!
Que não falte um só bufão.
Das pancadas de Molière ao cair do pano,
representação que se preze, tem direito a princípio,
meio e fim.
No entanto,
natural será, que à boca de cena,
o actor troque o hirto manguito pela colheita de aplausos.

Na União Soviética, Estaline decretou que o sol quando nascia era para todos, inclusive, os que ele tinha posto à sombra. Na China de Mao a revolução movia montanhas. Na Coreia do Norte, bem, peço perdão, mas comovo-me tanto quando falo deste líder que fico sem palavras. Em Cuba de Fidel os putos movem esqueléticos carros americanos à pata. Cá, o socialismo, doença infantil da social-democracia, engendrou o simplex que no princípio parece complex mas com o uso se torna verdadeiramente simplex, aliás, como o socialismo!
Foi fundador, guitarrista, primeiro compositor e vocalista dos Pink Floyd. Fundador efémero que apenas gravou dois singles, “Arnold Layne” e “See Emily Play” e, em 1967, o álbum de estreia “The Pipper the Gates of Daw”. Neste, a composição dos temas são quase exclusivamente suas. No segundo álbum da banda participa já apenas com uma composição.
Depois o génio não parou de alucinar. A solo compôs ainda “The Madcap Laughs” ( O Louco Ri-se) e “Barrett”. Há uns tempos, alguém que o conhecia bem disse: “Barrett está morto, ou melhor, é o suicida que está vivo”. Segundo consta. “suicidou-se” definitivamente na passada sexta-feira.
Os Floyd são uma das bandas de referência da minha mocidade. Isso, em grande parte, devo-o a Syd Barrett, o alucinado que continuei sempre a ouvir, principalmente a solo.

Álbum “Barrett” (capa do LP)
Aqui há uns tempos mandei aqui umas larachas sobre a cota máxima do Alqueva. Artilhado em eco brigava pela cota mais baixa. Até que um sensato amigo me chamou à razão: cota mais alta, mais água, mais perto cá do burgo ficam os pesqueiros. Certo, certíssimo, já cá não está quem falou!
Depois era aquela coisa de regar um colhão maluco de hectares. Chiça, já estava a ver a direcção regional de agricultura a mandar pelo correio a cada parente uma enxadinha – os do cartanito teriam direito só a um sachinho -, e a pôr a maltosa toda outra vez na reforma agrária. Bom, lá vieram os gaijos a quem demos uns estalos em aljubarrota e desataram eles a fazer a dita sem ser preciso estalos desta vez. Lá nos safaram a onça!
Agora esta das 22.500 (vinte e duas miiiil e quinhentas) camas é que belamente nos vai dar cá uma satisfação. Já viram bem, ali mesmo à bordinha d’água, a cada chaparro sua cama. E a rapaziada a roncar a sesta, embalada docemente pela brisa marítima. Isto é que é uma medida com alcance! Tenho cá a impressão que esta coisa já deve fazer parte do afamado plano tecnológico.
Só mais estas duas lérias: das vinte e não sei quantas enxergas, deixamos aí umas 500 para os turistas; quanto às 9 toneladas de merda expelidas aquando da ocupação máxima dos camalhos todos – e assim que o tempo começar a aquecer, não tenham dúvidas -, fazemos biogás para grelhar uns achiganitos. E calhando ainda pomos os castelhanos a pescar para a malta. Isto é que é desenvolvimento sustentável!
Acauteladas as justas diferenças e prazeres,
desvendar o caminho para a punheta
é mais ou menos o mesmo
que descobrir o caminho marítimo para a Índia
Depois da temível punheta adolescente dos doze,
que arremessava inebriante arrepiozinho espinha acima
e mal enchia meio dedal de sémen,
a pestana cerrava consolada.
Era então que a cama se transfigurava num vasto harém.
E eu, o marajá das mil e uma noites,
vagueava entre um amontoado de ondulantes odaliscas,
escassamente cobertas de diáfanas sedas,
ao som de divinos alaúdes.
De manhã.
Com a alma mais preta que a ardósia do quadro,
cerrava os dentes e pensava só para mim:
Terá porventura algo na manga este sádico mostrengo para me instruir?
Livro sobre o Alentejo, com palavras poemáticas do mê Paulo Barriga e imagens de João Francisco Vilhena. O mê Paulo sei-lhe de uma manêra muito sua de sentir este nosso território. Uma manêra que desenha forte e terrível nas palavras que lhe escapam do interior, do fundo, do fundo mesmo dele! O Francisco, que lhe desconhecia a existência, tem o olho a preto e branco dos velhos retratistas.

«”Nada com só nada à volta”
Do fundo de um abismo
surgiu a Terra
bela abundante fértil
Do nada
Das profundezas de um poço
sem forma sem luz
A Terra surgiu
do caos
bela abundante fértil
surgiu do nada
a Terra
Nas trevas a geraram
do nada
Nas trevas
A geraram bela
“Nada com só nada à volta”

Este embora plano nascido
é o Continente Perdido
É a Atlântica naufragada dourada
E dos homens desde Platão arredada
Pois que riquezas maiores
se encontrarão noutras distâncias
que o silêncio das espigas de trigo
arrebentando os torrões de barro
É esta a triste abastança
a que chamaram “tanto país e tão pouco”»

O galo é nosso, carago…
Só assim se concebe que por desventura da xixa, estejamos novamente com os pezinhos nesta madrasta terra. E novamente de penalti, e ainda por cima marcado por aquele marroquino ou argelino ou o diabo que o carregue, o que eu sei é que o gaijo é igualzinho aqueles gaijos que nos atazanam a vida a querer vender-nos ventoinhas, canas de pesca, tapetes persas e outras tretas que tais.
E agora vamos chorar a tesura (défice em economês) que a bem dizer já nos martirizava a vidinha antes da promessa do paraíso da xixa no ombro de quem? Digam-me lá no ombro de quem, se os gaijos que lá estão no mando têm todos um ar de durões (não o Barroso, mas o Bogart no Casablanca). Ainda podem dizer que entrou aquele meia-leca para a defesa… calma, calminha que o gaijo é cá do burgo e já lá leva uma porrada de anos por fora, sem sombra de dúvidas que a estudar para um rambo à maneira de facalhão nos dentes. Ainda por cima no meio desta paranóia do estamos quase no paraíso, o único gaijo que tínhamos com ar de pai de deixar chorar no ombro, pela sorrelfa, dá de frosques com a espinha feita num oito.
O galo é nosso e é de Barcelos, porra…
Um relatório da Agência Europeia do Ambiente apõe, preto no branco, aquilo que a rapaziada conjecturava há muito. A costa da cimentolândia registou o maior aumento de área construída na última década 1990/2000, 34 % contra 27% da Irlanda e 18% da Espanha. Assim é que é acimentar heróis do betão!

Suposto paiol de projecteis do referido líder
A noroeste da península ibérica foi descoberto um elemento do neolítico, intacto, vivinho da silva, a emitir uns ruídos guturais em português vernáculo e que, segundo consta do quadro institucional deste canto ocidental, têm bastas incumbências sobre os humanos que o elegeram e ele capitaneia.
Paulatinamente fui-me desanexando da política partidária. E conspurcar o Alentejanando é coisa que nada me apetece. Mas porra ele há coisas que não se podem deixar passar em vão!
No Público anunciava que um tal de Renato Sampaio, deputado e líder do PS-Porto, aconselhou os críticos, militantes do seu partido, da sua liderança e do Governo, que deveriam antes ir bater à porta do PSD-Porto. Esclarecedor! Este salafrário tem uma noção de democracia assim mais ou menos a mandar para o soberbo e os gaijos que o elegeram podem perfeitamente limpar as mãos à parede.
Com uma certa propriedade ofereço-lhe uma fotografia de um crachá da antiga Policia Internacional de Defesa do Estado, mais comummente conhecida por PIDE. De que lado estaria um artista destes nessa altura???
