Invisto novamente, não para cagar sentenças sobre os motivos da amotinação da “escumalha”, nem dos que tentam fugir da morte certa pela África acima. O mínimo de sensatez na interpretação da história das últimas décadas só poderia augurar a actualidade… e o que está para vir.
A mão-de-obra barata para poupar calos aos europeus da unha pintada, a pilhagem dos recursos em troca de tecnologia obsoleta e cinco tostões de mel coado também tem direito a factura. Ou será que para estes casos já não vale a porra da economia de mercado.
Borrifei-me na bicheza de água doce e desci mais a sul na mira dos robalos, ferreiras, sarguetas e afins da maresia. Não há dúvida que sem a turba do bronze este sul ainda tem encantos – principalmente com a abstracção do betão de má memória.
Não escondo que estou, igualmente, em campo na descoberta de novas iguarias nunca dantes mastigadas.
Enfim, faz-se o que se pode.
Sábado fui ali para os lados de trás de Vila Franca de Xira (aquela que sempre aliei ao arrojo de entre os tomates e o piso térreo haver zero debaixo – estou a falar da inexistência de cavalgaduras - e apenas um capote carmim nas unhas para - se arte para isso houvera – parar, templar e mandar.
Bom, lá estou eu a curvar conversas como se no meio do changanar uns copos e umas lérias com os amigos, o Gabriel Celaya me soprasse ao ouvido que «Soy un ibero / y si embiste la muerte, / yo la toreo».
Mas lá para trás de Franca Vila, caminhando por entre muros trajados de trepadeiras, que melhor seria serem percorridos de caleche solavanqueando o trotar de dois alazões cor de mel, habita a fada Ivone – que não poucas vezes me ilude como se fixara a Mona Lisa, mas com uma doçura viva afora da tela inerte. Não vou explicar que do seu aniversário se tratava, simplesmente porque as fadas não comemoram anos. Vivem apenas sorridentes para os amigos sei lá desde quando.
E foi aprazível a função pá!