Um jogo alucinante e com fim imprevisível???? A Felgueiras, o Ferreira, o batata, o bacano de Águeda e o Morais fazem gato sapato da justiça. Ou a Justiça fartíssima de ser fornicada prega com os energúmenos à espadeirada na choça.
Das três uma??? Ou o Martins de Portel (calhando pensavam que não somos danados para a brincadeira) é entronizado Presidente do Gameboy… perdão da República (não me conformo é com a perda do par de pernas da actual garina presidencial), ou passa a ser da praxe comer com os batedores escancarados e usar o cabelo à chefe de finanças e a nossa Maria ter joanetes, ou ainda, recebemos o casal presidencial de avental maçónico e terço nas unhas.
Eu, espero pela Playstation que sai lá para o fim do ano e dá a possibilidade de transformar o Marques no gigante do feijoeiro.
Pra já, pra já, nem pré-contrato houve! Por que se o houvesse tinham que lá esparramar estas possíveis agruras.
Partiu da gare da vida outra figura mítica da minha infância.
Noticia a noticia o sacana do tempo vai-me dando conhecimento do esboroar inabalável da minha existência.
Picado pelo compadre Albardeiro apetece-me dar cinco tostões de trela à conversa do andar às avessas.
Disse o poeta Gedeão:
O mundo pula e avança
Como bola colorida
Nas mão de uma criança.
Digo eu:
Com os gajos que andaram e andam às avessas???
Será verdade compadre??? A ser, houve e há um porradão enorme de gajos a andar às avessas. Coisa que não deixa de me alegrar. Por outro lado, coisa esquisita esta compadre que não deixa de me recordar os manos escaravelhos que, na sua faina de rolar a bola de merda, o faziam sempre às avessas. Será que a bola de merda tinha o sentido mitológico de mundo? Seriam e serão os escaravelhos uns pequenos grandes ideólogos. Faziam??? Porque valha a verdade há uns tempos que não os observo e, calhando, também agora já não serão do reviralho e empurram a bola a direito como a rapaziada empurra os carrinhos na bicha do hiper.
Eu cá compadre, continuo a cismar na pontaria do Zeca:
A Formiga no carreiro
A Formiga no carreiro
Vinha em sentido contrário
Caiu ao Tejo
Ao pé dum septuagenário
Larpou trepou às tábuas
E de cima de uma delas
Virou-se pr’o formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
A formiga no carreiro
Vinha em sentido diferente
Caiu à rua
No meio de toda a gente
Buliu buliu abriu âs gâmbias
Para trepar às varandas
E de cima de uma delas
Virou-se pró formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
A formiga no carreiro
Andava à roda da vida
Caiu em cima
Duma espinhela caída
Furou furou à brava
Numa cova que ali estava
E de cima de uma delas
Virou-se pr’o formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
José Afonso
Só de me lembrar que uma xafarica denominada Bimbo (mas que nome mais a propósito) fabrica uma coisa a que chama pão, e ainda por cima ostentou que tinha criado um novo “produto” sem côdea, e que um sem número de energúmenos engolem contentíssimos e desenvolvidíssimos aquela mistela. Apetece-me ir correndo ali à Igreja de S. Braz (não por especial devoção ao santo, é só por estar mais à mão), e desafiar o Senhor a desenganar desde já os patifórios engulidores de tais heresias, proclamando: “Fiquem desde já sabendo que no paraíso não metem vocês os butes, e no purgatório ainda é coisa para analisar caso a caso quando baterem a bota”.
Na padaria onde me abasteço de um belíssimo pão de Moura, sítio onde não raro um gajo para ganhar a côdea tem de bichar uns bons pares de minutos, implantaram impante e lustroso um zingarelho de fatiar os casqueiros. Observando a coisa da bicha é mais ou menos assim:
- Dois de meio quilo fatiados – proclama a dondoca de beiços esticados para não tirar a linha ao bâton ;
- Um de quilo fatiado – adoça o chefe de finanças de unha do indicador direito super grande para lhe facilitar o folheado dos canhenhos do fisco, e possivelmente para o ajudar a separar as fatias do santo casqueiro;
- Dois de quilo, mas fatiados - gagueja o ti Manel que eu sei de fonte segura ir de seguida tratar com as suas mãos calosas dum hortejo meio oficial que tem ali atrás da GALP.
C’um caralho, mas onde está a cabeça desta gente, pelo menos o das finanças e o ti Manel deveriam saber que o pão cortado endurece rapidamente, para além de perder gosto e cheiro. Onde perderam o jeito uterino de abraçar o pão para o ir fatiando a desejo. Onde perderam o jeito mais maneiro de o cortar na tábua. Eu sei, eu sei, ovelha imita ovelha… para além disso dá um ar moderno ao nosso provincianismo bacoco.
Noutro dia, quando chegou a vez do meu avio, declarei, com voz grossa, martelando as sílabas:” D. Francisca, dois de quilo já mastigados s.s.f.”.
Os romanos, para a posteridade, ainda deixaram um Coliseu +- a ¾ e uma catrefada de coisas mais ou menos em bom estado. Nós, bom o nosso “Império Amparo” para além da saga e sagacidade do grande Camões e de outros engenhos de outra não menos sapiente rapaziada, na nossa incansável e promíscua guloseima perpetuámos a cor de café com leite.
Estes gimbrinhas do Império Amaricano, pelo jeito que as coisas levam, nem umas notas verdosas de dólar para a rapaziada se entreter no monopólio!!!
O meu bom e republicano avô sintetizaria do seguinte modo: “Casa de ferreiro espeto de pau”!!!