
- quem és esse louco desperado que toca furiosamente “Mi noche triste”?
- falam ser um cavalheiro da fortuna a quem chamam “O torpedo da Beira”.
- dizem igualmente que no Índico era chamado do “Traço Fino”.

Jovem mas despachado, gatinhando aí pela aldeia global! Caso não consiga aceder em www.xitizap.com dado o engarrafamento da procura, pode sempre trocar por meia dúzia de meticais nesse xitole mesmo, na Matola Rio, como quem vai para Boane.

Quase não te davam tempo de acabar a ceifa.
Nem sequer tivestes tempo de ir à feira de S. João comprar
umas botas e uns safões novos!
Mesmo sabendo-te um excluído pela mecanização da aldeia para a aldeia grande. Mesmo conhecendo as tuas tarefas de funcionário dos números e das letras, eternamente acreditei na tua sapiência camponesa da cabala das luas e das águas. Coisa que amiúde praticavas na meia dúzia de metros de quintal que te coube em sorte no exílio de burocrata.
Com o apego da fé, sempre que te dava jeito e havia uma folga no tempo, voltavas à aldeia. Voltavas ao vício de te deslumbrares como andamento da natureza. Saudado à direita e à esquerda como Mestre Isidro. Reconhecida sabedoria, junto dos teus, que me enchia de vaidade.
Há não muitos anos atrás, inquiriste-me de chofre: Em que partido achas tu que seja melhor eu votar filho?
E assim do pé para a mão vi-me submergido por um ror de anos que eu simplesmente deslembrara terem passado à má fila.
E assim no do dá cá toma lá da informalidade que a vida finalmente tem, percebi que me estavas naturalmente a delegar a chefia da família.
No Domingo acompanhei-te novamente à Aldeia. Pela última vez! Nem foi necessário subirmos a ladeira da rua grande, ficastes logo ali, a seguir à ponte da ribeira, no horto do silêncio.