Quase não te davam tempo de acabar a ceifa.
Nem sequer tivestes tempo de ir à feira de S. João comprar
umas botas e uns safões novos!
Mesmo sabendo-te um excluído pela mecanização da aldeia para a aldeia grande. Mesmo conhecendo as tuas tarefas de funcionário dos números e das letras, eternamente acreditei na tua sapiência camponesa da cabala das luas e das águas. Coisa que amiúde praticavas na meia dúzia de metros de quintal que te coube em sorte no exílio de burocrata.
Com o apego da fé, sempre que te dava jeito e havia uma folga no tempo, voltavas à aldeia. Voltavas ao vício de te deslumbrares como andamento da natureza. Saudado à direita e à esquerda como Mestre Isidro. Reconhecida sabedoria, junto dos teus, que me enchia de vaidade.
Há não muitos anos atrás, inquiriste-me de chofre: Em que partido achas tu que seja melhor eu votar filho?
E assim do pé para a mão vi-me submergido por um ror de anos que eu simplesmente deslembrara terem passado à má fila.
E assim no do dá cá toma lá da informalidade que a vida finalmente tem, percebi que me estavas naturalmente a delegar a chefia da família.
No Domingo acompanhei-te novamente à Aldeia. Pela última vez! Nem foi necessário subirmos a ladeira da rua grande, ficastes logo ali, a seguir à ponte da ribeira, no horto do silêncio.
Um grande abraço.
Afixado por: jpt em junho 20, 2005 08:42 PMCaro amigo, as palavras, nestas alturas, fogem-nos... a minha solidariedade.
Um abraço,
Francisco Nunes
HEY,
juntos
ABRACO
luis
Um abraço.
Afixado por: xico manel em junho 21, 2005 11:09 AMJá passei por aí. Por isso, sei que todas as palavras que pudesse aqui deixar estariam condenadas ao fracasso naquilo que seria o meu propósito.
Assim, deixo apenas aqui um abraço solidário.
Aquele abraço.
Um abraço.
Afixado por: LG em junho 21, 2005 12:55 PMUm abraço
o meu abraço
Afixado por: Carlos Gil em junho 21, 2005 06:26 PMEstes momentos são dados a balanços de vida raramente auspiciosos.
Que a memória prolongue a vida e que o amor detenha a proximidade.
Um abraço
A tal roda não pára !
Um abraço .
Saúde e Saudade
Afixado por: António Carrilho em junho 22, 2005 10:51 AMCompadre, sai Aquele (o abraço)
Afixado por: João em junho 22, 2005 11:49 AMAquele abraço!
Afixado por: Marco Oliveira em junho 22, 2005 04:42 PMQue fazer quando uma luz se apaga e o nosso caminho fica mais escuro?... Que dizer quando a voz se seca e as palavras nos ficam dentro, a abafar o peito?
Um abraço e mais nada do tanto que se quer dar nestes momentos e não se é capaz...
Ia a dizer-te força companheiro, que é uma das coisas que se dizem quando um gajo fica com a garganta esquecida do se pode dizer numa circunstância destas. O melhor é deixar-te apenas a certeza da amizade.
Afixado por: Anarca Constipado em junho 23, 2005 06:23 PMViva Pulgão, então o teu velho passou-te a palavra e ausentou-se; e tu recobras o pio. Em breve a gente vê-se. Abraço estreito e boa saúde.
Afixado por: joao em junho 23, 2005 09:31 PMUm Abraço sentido, Amigo! - IO.
Afixado por: IO em junho 24, 2005 12:15 AM
Um abraco grande, grande.
Caro Joaquim,um pesar e um martírio ao mesmo tempo,felizmente que do "velho" pai não lhe ficou a moribunda imagem, mas outras gratas recordações. Neste cerimonial de encontrar as palavras mais justas... um abraço.
Afixado por: Albardeiro em junho 24, 2005 01:31 PMEntre o partir e o ficar, entre quem parte e quem fica,sobressai o silêncio que mede o peso das recordações.
Já lá estive por vezes demais e resolvi que não vou deixar partir mais ninguém.
Fazem-me demasiada falta!
Um Abraço
Nota: Pena pela razão, mas benvindo (ou bem regressado).
Afixado por: José Salvador Soares em junho 25, 2005 12:19 AM