Sempre tive o cidadão Mariano Gago em boa conta. Dizem-no um grande entre os nossos (poucos) cientistas contemporâneos. Dele sei o que lhe vou lendo e ouvindo. E gosto! Gosto, sobretudo, da humildade do homem despojado daquela imposturice tão comum nos nossos imaginados doutos – vulgo DOUTOR FULANO DE TAL - que, por vezes, mais pinta têm de sapos com flatulência. Do homem que sabe que a dúvida é uma das molas do conhecimento e que a ciência deve ser um instrumento de desenvolvimento e não de poder. Do homem que se inclina com a mesma atenção para o complexo e para o elementar. Do cidadão cientista que não despreza o saber empírico das gentes.

