Uísque com água lisa, nem mais compadre João! Ele há coisas que não se explicam, estão muito para lá da empatia ao vivo, são mais do mundo da adivinhação. Das boas adivinhações, digo eu. Pois é compadre João, cá o Isidoro já lhe tinha adivinhado o porte e a postura. E escute bem, não foi um encontro compadre. Foi de certezinha um reencontro, por mou de nos termos encontrado vai para um porradão de vezes. Mais que não fosse na barricada dos que não toleram o corte da raiz do pensamento. É assim compadre João, ele há coisas que não se explicam.

Convenção da paparoca, nem mais! Aqui estiveram na Sulitânia um anafado grupo de desperados paridores de coisas e loisas. Coisas que se desenham na camaradagem da escrita. Loisas que levam ordem de soltura para a palavra nas artes mágicas de umas cibernéticas maquinetas que derramam ideias. Ainda bem que há engenhos com esta salutar empena. Engenhos que equilibram outros com empenas menos dignas e menos fraternas.
Mas sempre me pelei muito mais pelo in loco, pelo ao vivinho da silva, pela cena e léria entremeada de tintos e confortos de interiores. Penso ter sido o que aqui aconteceu nesta Terra do Sul, nesta fraternal baiuca. Ainda bem para vocês e para mim, já que só me concebo como taberneiro comunicador.

Compadre, eu diria que uma ideia, um gesto, uma iniciativa, ás vezes têm a capacidade da simplicidade: num acto revelam tudo, substituindo um conjunto de palavras; mas podem ser também um vocativo, evocam, chamam a atenção dos indivíduos como não o faria a linguagem conceptual, fazendo-nos perceber coisas que estão para além da razão, coisas que estão no campo da sensibilidade. Assim, como o cata-vento que "junta" o vento e lhe dá outra forma, também estas iniciativas podem juntar pessoas para sistematizarem qualquer coisa que pode ser “movimento”. De um lado, vêm as iniciativas, as conversa, as ideias, imaginemos que até projectos (digo eu!); do outro, estamos nós e, porque não, outras tantas pessoas, todas com vontade de se alimentarem do vento conhecimento que é ”movimento” e dele usufruir. Vamos "pensar" que a PAPAROCA até pernas para andar... pelo menos para mais outra!
Afixado por: Albardeiro em dezembro 21, 2004 01:12 AMBoa textada, Isidoro, sobre a Convenção da Paparoca.
Quero aqui agradecer a ti, à tua mulher e ao teu filho o carinho que emprestaram a tão agradável e fraterno convívio.
Abraço
Abraço, compadre. Pois é, com a idade a gente vai apurando o cheiro. O problema está quando, em falha de olfacto, os caçadores nos largam aí pela estrada e temos destino de cão vadio. Então, resta-nos um ou outro galinheiro mais desprevenido ou uma ovelhita taralhouca. Ou uma maquineta como esta. Havemos de arranjar circunstância para conversarmos até nos doerem os dentes e o tinto secar. Até uma próxima.
Afixado por: João em dezembro 21, 2004 02:32 PMTemos que fazer mais...
Um abraço,
Francisco Nunes
... e há aí alguém que conte o que comeram
e beberam ?
é que,
por aqui me não contento com babas - putativas.
focks, oh euclidorates !
É curioso, dei agora conta que esta fotografia é o "reflexo" de uma outra que o Francisco publicou!
Afixado por: carlos a.a. em dezembro 22, 2004 12:13 AM