Não gosto nada de tecer estimações a quem quer que seja depois de dobrar a quina da morte. De prantos muito menos. Sempre me afastei desses cenários tão ao gosto das gentes da banheira mediterrânea. Nisso, sou minguadamente latino. Nalguma coisa tinha de ser.
Hoje, no entanto, apeteceu-me teclar cinco tostões de palavras. O eterno – afinal também não era - homem do kaffyeh foi ao encontro das cento e tal virgens que estão prometidas aos muçulmanos no para lá disto que nos é dado conhecer. Cresci com a sua teimosia militante do inalienável direito a uma pátria palestina. Criou – ou criaram-lhe – um nimbo de gato das sete vidas. E tinha, digo eu. Tinha porque remou violentamente contra corrente. E que corrente! Por vezes assim tem de ser!!!
Nos últimos anos, segundo parece, deixou-se enovelar nas coisas que todos os que se querem perpetuar no poder correm o risco de permitir – ou objectivamente permitem e usufruem. Os eternos malefícios do exercício do poder.
O homem do kaffyeh fez e faz indissoluvelmente parte da história do “meu” tempo. O meu profundo respeito pelos seus ideais.
Hey,
na contra (de)corrente, o gabiru do hakim bey....
luis
olha bolas, compadre, aqui não esperava encontrar ecos da célebre teoria dos "erros e desvios"...mas esqueçamos tão ímpios assuntos e sigamos ao que interessa
Afixado por: jpt em novembro 13, 2004 01:22 AMUm eterno caixão de cimento...
Afixado por: António Carrilho em novembro 13, 2004 03:31 PM"homem do kaffyeh foi ao encontro das cento e tal virgens que estão prometidas aos muçulmanos no para lá disto que nos é dado conhecer."
A palavra é mesmo "conhecer"? ou é "a comer"?
Afixado por: adriano em novembro 14, 2004 01:06 AM