outubro 15, 2004

Poejo

Planta dicotiledónea, herbácea, aromática, da família das Labiadas, frequente nos lugares húmidos de Portugal.
Aromática com um lugar insubstituível na culinária alentejana, principalmente, nos cozinhados em que a substância é bicheza de espinha. O seu préstimo passa igualmente pelo perfumoso licor de poejo. Digestivo regional elevado, nos tempos que correm, a bebida mirífica da nossa cultura gastronómica. Bem haja a elevação!!!
Na rua da República, debaixo da arcada, quase a desembocar na Praça do Giraldo, existiu a Casa das Limonadas. Para além das ditas, consumadas no momento com limões frescos e água do cântaro, comerciava licores, bolos, outras guloseimas e artesanato (do tempo em que o era). Foi por lá que debutei no saboroso poejo. Ficou-me a pecha que, aliás, não faço questão de desamparar.
Encontrar o genuíno está em pé de igualdade com o procurar de agulha em palheiro.
- Arranjo-lhe umas garrafitas, mas sem factura.
- Cá com elas tio Manel e muito obrigado pela sua teimosia.

Enfileira assim o poejo com o medronho na condenação a uma morte lenta, supliciada pelos mandantes zarolhos que da riqueza cultural pensam nada e do resto muito pouco.

Poejo.jpg


Publicado por machede em outubro 15, 2004 12:50 AM
Comentários

O de Montemor era um autentico nectar dos deuses. Infelizmente já não se fabrica.

Afixado por: xico manel em outubro 15, 2004 11:42 AM

Como dois blog´s podem ser tão parecidos.
Talves seja o Alentejo.

Afixado por: João monge em outubro 15, 2004 09:59 PM

Olá,

Falam tão bem desse licor de Poejo que resolvi fazer um!! Vamos Ver!!!

Afixado por: Selma Aguiar em novembro 20, 2004 10:54 PM