Planta dicotiledónea, herbácea, aromática, da família das Labiadas, frequente nos lugares húmidos de Portugal.
Aromática com um lugar insubstituível na culinária alentejana, principalmente, nos cozinhados em que a substância é bicheza de espinha. O seu préstimo passa igualmente pelo perfumoso licor de poejo. Digestivo regional elevado, nos tempos que correm, a bebida mirífica da nossa cultura gastronómica. Bem haja a elevação!!!
Na rua da República, debaixo da arcada, quase a desembocar na Praça do Giraldo, existiu a Casa das Limonadas. Para além das ditas, consumadas no momento com limões frescos e água do cântaro, comerciava licores, bolos, outras guloseimas e artesanato (do tempo em que o era). Foi por lá que debutei no saboroso poejo. Ficou-me a pecha que, aliás, não faço questão de desamparar.
Encontrar o genuíno está em pé de igualdade com o procurar de agulha em palheiro.
- Arranjo-lhe umas garrafitas, mas sem factura.
- Cá com elas tio Manel e muito obrigado pela sua teimosia.
Enfileira assim o poejo com o medronho na condenação a uma morte lenta, supliciada pelos mandantes zarolhos que da riqueza cultural pensam nada e do resto muito pouco.

O de Montemor era um autentico nectar dos deuses. Infelizmente já não se fabrica.
Afixado por: xico manel em outubro 15, 2004 11:42 AMComo dois blog´s podem ser tão parecidos.
Talves seja o Alentejo.
Olá,
Falam tão bem desse licor de Poejo que resolvi fazer um!! Vamos Ver!!!