
Imagem de Luis Pavão
É possível que ainda haja mestres albardeiros em actividade, eu desconheço. De qualquer maneira estará por pouco o ponto final na arte. Para tratar dos aprestos essenciais às laborações da tracção e da sela restam os correeiros. Só que do asinino ao equino vai exactamente a mesma diferença que do albardeiro ao correeiro. Um trajava o plebeu asinino, o outro trajava o fidalgo equino. Um metia a unha na serapilheira, na palha de centeio, na carneira e nos acessórios de lata. O outro metia a mão no cabedal, na lã, no feltro e nas ferragens nobres. Um era o operário que albardava o asno que carregava, a trote miúdo, o Sancho Pança. O outro era o artífice que aparelhava a montada que, garbosamente, partia à desfilada com o D. Quixote.
O prisma do criado e do senhor ou o erro de paralaxe???
Quando for beber o "tal" copo aí à SULTÂNIA, conto-lhe o porquê do albardeiro...
Um abraço, joaquim.
Há uns anos, não no Alentejo, mas nas serras algarvias - Cachopo, concelho de Tavira - encontrei uma oficina de albardeiro não só em funcionamento, mas também perpectivando a preservação da "arte" ensinando-a a gente nova. E parecia ter bastante trabalho. Não faço ideia se ainda existe, mas seria pena deixarem "morrer" um dos redutos desta artesania secular.
Afixado por: Margarida A. em setembro 19, 2004 02:22 PMLamentou-se muito a ausência deste blogue no nosso Encontro. Para a próxima vez, nem que o jacaré tussa é OBRIGATÓRIA a presença. Pode lá haver blogosfera completa sem o Compadre de Machede...!
Um abração do
Zecatelhado
Conheci bem este homem.
Outros tempos.
Um abraço
.......nã dá p'ralbardar umas postas de cação?!... Nem de tamborileee?!... Nem mesmo afiando a sovela com um branco de Piãããs? (O Luís, que foi há um dia ó dois debitar uns bitaites à TVI, já me prometeu que a gente tem de se conhecereee. Pode ser com um branco de Piãããs?... ///////Zé
Afixado por: zé oliveira em setembro 21, 2004 03:21 PM