setembro 12, 2004

Cenórios

Vi cinema, obsessivamente, todos os dias. Primeiro na santa terrinha, no Salão Central e no Éden Esplanada que deus já tem os dois. Depois na cidade grande e noutras cidades grandes por onde arrastei o coiro cinéfilo. Primitivamente, tesourados pela censura, após a sacristia, à vara larga. Entre outros, muito cinema francês, alemão e italiano. Americano, por vezes.
Depois foi o longo e delicioso hiato africano que deu mais para me sentir interprete de uma longa longa metragem. Costumava então proferir: filmes, só aqueles onde também sou actor!
Após o regresso do filho pródigo, das poucas vezes em que abafei às escuras, experimentei uma enxurrada de violência despropositada a puxar à catástrofe e à calamidade onde não batia a bota com a perdigota. E o bicho do vício, se já andava arredio, escapuliu-se de vez.
Se o meu filho me atenta muito, vou deitando o rabo do olho de quando em quando. Sensibilizado, algumas vezes mas não muitas. Mas nessas poucas haja deus, encarei com um gajo que sabe da poda. Direi mais, que está de rompante a inventar uma nova poda. E conhece os tiques dos seus conterrâneos como poucos. E despe-os em pêlo.

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Publicado por machede em setembro 12, 2004 12:30 AM
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