O Caleiro
O cantar da voz solitário
habitando másculo
as manhãs quentes do verão
cheio,
o matraquear das rodas altas,
de carro de mula nas ruas tortuosas
talhando lento a pedra,
a alma antiga
do canto pregoeiro –
cal... e... e... e...
bran... n... n.... ca... a...
branca, branca,
como o canto do caleiro.
Monarca Pinheiro
Os caleiros de Trigaches...
Conta-se em Ervidel que o dinheiro nunca passava das fronteiras desta freguesia para Trigaches. Em Ervidel os trigacheiros gastavam sempre em vinho o que ganhavam em cal.
Também... quem é que não prefere um copo de tinto a um balde de cal? pois!
Um abraço,
Francisco Nunes