Chalaça a ácida (com uma forte dose rácica) ironia lusa, que a árvore que dá pretos se chama andaime. Em público rimo-nos contidamente, ainda assim não nos alcunhem daquilo que efectivamente padecemos. Em privado damos largas ao desbraganço da pilhéria. Posto isto, passamos ao largo, bem ao largo dos que servem para fazer aquilo que muitos de nós, avós e pais, num passado bem recente, servimos para fazer nas franças e outras que tais andança por esse mundo fora. Tão ao largo que, há bem pouco tempo, um lampeiro partido governante (fico por aqui nas considerações) com a envergonhada condescendência do outro partido governante, andou a tentar tecer uma desonra legislativa ao estilo reaccionarinho le peniano. Tão ao largo que os sabemos encurralados nas Curraleiras deste país, mas achamos um despropósito financeiro andar a construir habitação social para essa gentinha. Tão ao largo que continuamos a alimentar a tacanhez de uma certa comunicação social de sarjeta que se péla por vomitar, sempre que possível, uma boa zaragata com facadas à mistura entre gajos de “cor” – estão a ver como eles são feios, porcos e maus!!!
Hoje estamos ufanos, ganhámos a segunda rodela olímpica. Honra ao herói nacional!!! Para que conste chama-se Francis Obikwelu. Nigeriano de nascimento, veio para Portugal à procura do seu sonho. Entretanto, encheu a vida de calos na construção civil.
Posto isto, passada a vã glória, continuaremos, naturalmente, tão ou mais ao largo de todos os outros Francis! Mau grado a fábrica Hipólito ter fechado, sempre nos dava um enorme jeito poder mudar a cabeça do fogão a petróleo.
Muito bem, muito bem mesmo compadre!
Um abração do
Zecatelhado