julho 10, 2004

Recordação sem emoção

A 10 de Julho de 2003 partiu o Alentejanando bolinando na aventura das palavras. Abalou sem cartas de marear nem bússola mas com o tento num rumo de muito tempo. O muito tempo que media entre o admirar-se aparatosamente ao ver, no Circo Mariano, um urso a tripular uma lambretta, até ao ser necessária uma escandalosa admiração para se admirar um farrapinho no hoje. É a vida, diria o engenheiro.
Certo certo, é que já cá cantam 365 dias (= ou – 1 nunca entendo patavina dos bissextos) de navegação por este oceano de palanfrório. Lérias mais atinadas nos dias sim, menos atinadas nos dias em que acordo com o cu prá lua. Positivo ou negativo, mas igualmente palavreado responsável naquela linha (ou arame) de acrobata irresponsável e com sintomas de uma demência fora do alcance da ciência, da ciência clássica evidentemente. Bom bom, vamos lá a acabar com esta treta porque a brincar a brincar é que o macaco foi ao rabo da mãe.

A falta de emoção está pendente (leia-se também pendurada) do fato (lá estou eu a pensar naqueles gaijos do fato às riscas), do facto de há meia dúzia de ampulhetas atrás ter sido posto ao corrente que devia antes ter ido pôr a minhoca de molho a ver se enganava uns achigãs em vez de ter ajudado a eleger aquele senhor que agora também quer governar com os outros do fato às riscas. Se não fosse o caso de precisamente agora estar a empatar uns tostões numa baiuca de comes-e-bebes botava as cuecas a um lado e as peúgas no outro e ia ganhar para a papa noutra latitude sem gaijos de fato às riscas e o couro cabeludo escorrido a poder de brilhantina.
Não bastava já esta réstia de vidinha permanentemente ameaçada pelo cutelo das pantufas, senão agora ter de aturar a bazofia destes gaijos que tratam a maralha como se uma linha política fosse uma linha de caminho de ferro.

Sem um pintelho de traição ao meu PREC, mas nestas alturas não deixo de recordar o pide Melo que, enquanto me sovava o canastro e a dignidade, exclamava cinicamente pedagógico: um moço da sua idade armado em comunista, vá mas é a Badajoz comer umas gajas e comprar uns caramelos. Ora deixa cá ver, Herdade Grande, exactamente Herdade Grande. Atesta aí um púcaro dessa pomada tinta Manel!!!

Publicado por machede em julho 10, 2004 02:04 AM
Comentários

Parabéns pelo aniversário :)
Quabto ao resto, paciência... as coisas nem sempre correm a contento. Melhores dias hão-de vir.
Até lá, muitas e boas pescarias.

Afixado por: Vi em julho 10, 2004 02:35 AM

Para o melhor Blogue do Alentejo:
Parabéns!

Um abraço,
Francisco Nunes

Afixado por: Planície Heróica em julho 10, 2004 11:47 AM

Votos de parabéns e continuação de excelentes e inspiradoras "postas"!

Afixado por: sónia em julho 10, 2004 01:58 PM

Agora já é tarde para desistir. Porque os hábitos são assim: agora somos nós que não lhe dispensamos a companhia. Parabéns e ... força. Vai um "25 de Abril" à sua saúde. Abraço.

Afixado por: João em julho 11, 2004 06:42 PM

Estimado ex-kolega,
Muitos parabéns pelo belogue! um abraço.essa da herdade grande não percebi. não pode fazer a fineza....
Mdemoital

Afixado por: Fernando M em julho 11, 2004 11:47 PM

Parabéns e votos sinceros para que consiga manter os níveis de excelência a que nos habituou desde o início e que o n.º de visitas demonstra.

Abraço

Afixado por: carlos a.a. em julho 13, 2004 04:33 PM

Regressei ao Alentejo. Ainda a tempo de dizer "parabéns". Venha daí esse tinto.

Afixado por: nikonman em julho 17, 2004 09:02 AM

O teu poder de escrita é fantástico ...

Afixado por: GIN em julho 18, 2004 03:32 PM