Este vasto rectângulo arrelvado – lembro-me sempre do ex-presidente da câmara de Lagoa que, certa vez, ao atravessar-mos o Alentejo, baboseou que aqui a parvónia devia servir para produzir comida e o seu Algarve devia ser todo arrelvado e acimentado para produzir turismo -, com uma baliza algures em Faro e outra algures em Montalegre, tiritava de ansiedade, de área a área, quase na borda de um ataque de nervos, ante o silêncio majestático do príncipe da chicha do norte.
O homem, magnânimo, dignou-se a abrir a boca: Estou com a selecção de Portugal.
Por todo o arrelvamento elevou-se um clamor de descompressão. O povo deste imenso estádio, a oeste na península, está finalmente sereno e confiante. Pura e simplesmente, as farmácias, deixaram de vender ansiolíticos.
Temos que comprar as bandeiras do Figo... para usar à pirata! Muita lôco!
Um abraço eufórico,
Francisco Nunes