
(Photo de Eduardo Nogueira – 1935 / Arcada de Paris, Rua João de Deus, Évora)
Cem vezes os afazeres do dedal que as agruras fardadas da criada de servir. Mil vezes o calo da tesoura que a manada de calos e dores das mondas e das ceifas.
Andar na costura era visto como uma notória ascensão social. Ainda que o salário fosse uma gota no mar das necessidades e as regalias sociais iguais a zero, mas tinha o usufruto de um horário com contornos mais ou menos definidos e uma forte dose de moderna urbanidade. Era igualmente um trabalho asseado que possibilitava a vaidade do andar sempre de ponto em branco. Tinha o magala que muito adoçar o estilo e o verbo para embeiçar a moça costureira, senão, a outros de maior patente calharia a sonhada e sonhadora conquista.
O fado, o teatro e o cinema, contribuíram abundantemente para relevar no imaginário popular a personagem da costureirinha.
- Vizinha Adelaide, foi bonita a fita do cenório! Acaba na boda do Xico tipógrafo com a Rosa costureira.
Com precisão: andar à costura!
Afixado por: Agulha & Dedal em maio 14, 2004 05:04 PMAntes a costura que mondadeira ou sopeira, certo. O Portugal probrezinho de que o Salazar tanto gostava. Do Leitão de Barros. Dramalhões de faca e alguidar.
Afixado por: Lira em maio 14, 2004 07:03 PM