Sempre gostei de Setúbal. Simpáticos os setubalenses, quiçá, estes alentejanos que se foram encostando à humidade e à sopa da indústria por troca com o sequeiro e a sopa do campo. Boas memórias guardo das estadas na companhia do Zeca e das consequentes deambulações pelas tertúlias do carrapau.
Ontem fui a Setúbal. Valeu a adubada caldeirada, porque de resto não gostei nada do que vi e ouvi. A Setúbal chegou a retoma dos tempos da pequeno-burguesa pecha de desenrascar o estômago no contentor do lixo!!! Enquanto os panilas brincam com submarinos, essa é que é essa!
Gastei a minha infância e a minha primeira juventude (já lá vão uns anitos) nos fumos do Barreiro. Sempre que ia a Setúbal (capital, porra!) já era o caraças, (pequeno)burguesa a deitar por fora. A sua vivência com o Zeca (influência dele?) é o que o devem ter levado a construir idealizações. De qualquer maneira, uma cidade (nem sequer uma aldeia) não é um todo monolítico, há partes e partes, gentes e gentes. Falar assim de uma terra não é redutor? Abraço.
Afixado por: João em maio 12, 2004 10:35 PM