Ontem como hoje, o homem é um duro. O bicho não verga, é um rijo. Qualquer dia alista-se na GNR com a condição absoluta de ir para o Iraque ou para outro sítio onde, sem tréguas e de canhota nas unhas, dê combate aos maus! O bicho não esquece os ensinamentos: a depuração é uma consequência da revolução, cuja salvaguarda compete aos verdadeiros revolucionários. Nem mais! Assim se temperou o aço!
Viva Engels, viva Marx, viva Lenin, viva Stalin, viva Mao Tse Tung, viva George Bush!
Hoje (dia 14, editorial do Público), George Manuel Fernandes, senhor da incontestável tempera que desde antanho se lhe reconhece, barafusta:
(...) É este o mundo em que vivemos. Um mundo que exige cooperação e coragem. Um mundo que não autoriza que se enviem aos terroristas mensagens de fraqueza, como as enviadas pelos países (França e Alemanha) que apelaram aos seus civis para abandonarem o Iraque. Ou por Durão Barroso, que fez questão de dizer que não garantia a segurança dos oito (repito: oito) civis portugueses. É isso que os terroristas querem ouvir.
Também o Barroso claudicou, também o Barroso é um traidor à linha justa!
Ontem (lá atrás mas de fresca memória), Mao Manuel Fernandes, revolucionário de incontestável tempera que desde os calções se lhe reconhece, assente na expulsão de João Pulido Valente do seio da UDP. O contra-revolucionário João Pulido Valente, à altura indicado pela organização como representante do povo na Assembleia Constituinte, cometeu a traição de visitar na Prisão de Caxias o fascista Jorge de Brito. O mesmo fascista Jorge de Brito que, no tempo da outra senhora, visitava João Pulido Valente no Forte de Peniche. As recíprocas visitas, do facho ao revolucionário, do revolucionário ao facho, antes e depois de Abril, deviam-se a uma longa amizade contranatura.
Já ontem a linha justa não se compadecia com atitudes contra-revolucionárias.
Mãe, por vezes cresce-me uma vontade de regressar à paz sensata do teu útero mãe. Mãe, eu não quero ir com estes cães à caça mãe. Entram mal nas silvas!
Publicado por machede em abril 16, 2004 12:37 AMai ai ai , políticos e cães de caça , são todos da mesma raça !
E depois há cachorrinhos lambuzadores e aduladores; outros com mais faro metendo o focinho e as patas no nosso bolso.
No outro dia não lhe agradeci pela referência simpática que fez ao meu texto, faço-o agora (já lá está mais um acrescento!). Sobre este seu texto, apenas para dizer, que confiança podemos ter em gente como esta... e eles estão em todo o lado: governo, autarquias, comunicação social, etc. Há princípios e valores (honestidade, coerência, integridade, etc.) vem com o leite materno, o nosso crescimento como humanos e a nossa sociabilidade, reforçam estes valores. Contudo, o que campeia é o contrário.E o que mais me custa é ser esta a minha geração e que neste momento tem responsabilidades de poder.
Um abraço do albardeiro.
Também te agradeço a referência ao optimo blog do Albardeiro (já o tenho nos favoritos).
Fica o teu para o café matinal, como todos os dias e o Albardeiro fica para depois do Almoço.
Continua com a pesca que eu nem isso pratico.
Excelente e bem vista prosa, caro Isidoro.
Abraço
A piolheira sempre ao ataque...
um abraço,
Francisco Nunes