
Luís Filipe Duarte nasceu no ano 49 em Santiago do Cacém. Alentejano da beira de água, marinheiro em mar de espigas e sobreiros, cantador e contador de histórias no silencia que só a escrita lhe permite...
Dêem asas ao sonho e voz às gentes
Dêem asas ao sonho e voz às gentes.
Repovoe-se a vila abandonada
e emprenhe-se a terra de sementes.
Plantem-se sebes de urze e jasmim
dividindo imaginários lamaçais.
Faça-se tudo o possível e mesmo assim
Se necessário faça-se mais
para dar água ao deserto e sol à eira
mobilizando a esperança por decreto
se não houver então outra maneira.
Invente-se a forma mais expedita
de deixar escrita a tradição
de como criar gado e fazer queijo
retirar o mel e fazer vinho
jogar ao chinquilho e cardar lã
bordar o lenço a ouro e tecer linho
de guardar o cheiro intenso da maçã.
Se preciso for chamem-se os homens
que vivem p’ra fazer viver o sonho
se preciso for gritar então que eu grite
até que a voz me falhe e fique rouco
se preciso for voar que cresçam asas
e se loucura é isto que eu seja louco.
(do livro “por dez réis de mel coado”)
Publicado por machede em fevereiro 23, 2004 12:06 AMVim aqui parar por acaso e dou logo de caras com uma referência a um conterrâneo! O mundo é pequeno e o Alentejo é lindo! Voltarei.
Afixado por: Pedra Pomes em fevereiro 23, 2004 01:02 PMALENTEJANANDO? SEMPRE!!!
sou um pouco "nabo" nestas viagens na net mas desafiaram-me para vir a este BOLG e fiquei pasmo por me ter encontrado aqui e mais, por me ter encontrado com quem não falava há tanto tempo.
Vamos alentejanando amigo mas "a coisa por vezes nan tá fácel". Como diria o meu conterrêneo: VOLTAREI!!