fevereiro 16, 2004

Congresso

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Terminou ontem em Montemor-o-Novo o Congresso Alentejo XXI. Registo com agrado a presença de alentejanos representantes de todo o espectro partidário. Não me recordo de semelhante desde o Congresso de Sines.
Agora que o Congresso se partilhou efectivamente, há que achar alternativa ao actual modelo de comunicações e debate. Este já não é mais que uma maratona de comunicações que às tantas ninguém ouve. Depois, há que inventar uma fórmula para transmutar o potencial interventivo do congresso num lobby regional efectivo.
O trabalho de síntese, apresentado aos congressistas, mostra uma radiografia de uma região em estado crítico. Neste quase um terço do território residimos agora apenas 5,2 % da população nacional. Nos meados do século passado o Alentejo era habitado 802.547 almas. Em 2001, éramos 535.753. Hoje, somos ainda menos. Caso não fosse o fenómeno da imigração – cresceu 31,6 % entre 1999 e 2002 – e já não atingiríamos os quinhentos mil. Grosso modo, em cada quilómetro quadrado de território, habitamos somente 19,3 pessoas. Apenas sete dos quarenta e sete concelhos da região viram crescer a população. A análise efectuada “indicia que a população cresce” nos concelhos que estão a apostar numa economia diversificada.
Neste momento temos a taxa de desemprego mais elevada do país, 9,7 % da população activa. Temos por outro lado o PIB “per capita mais baixo do país. O Produto Interno Bruto gerado na região representa apenas 4,1 % do total nacional.
Diz-nos ainda a radiografia que na última década extinguiram-se 11 mil pequenas e médias explorações agrícolas. O documento especula que “a manter-se a actual política agrícola e a concentração de terras, de ajudas e subsídios comunitários, é de prever que na década em curso desapareçam 35.906 explorações agrícolas”.
O cenário é suficientemente negro para reflectirmos. Acredito, no entanto, na nossa capacidade de dar a volta a este prometido destino.

Publicado por machede em fevereiro 16, 2004 03:49 PM
Comentários

Esperemos que tenha razão...
Eu, cá por mim, digo à minha progenitura que não se prenda a isto como o parvo do pai...
e disse-o há pouco tempo.

um abraço,
Francisco Nunes

Afixado por: Planície Heróica em fevereiro 17, 2004 12:38 AM

Que o teu Deus (que também é um bocado meu) te ouça.

Afixado por: António Carrilho em fevereiro 17, 2004 02:25 PM