Por mou dos amigos voltei novamente a Mourão. Ao consolo de amesendar na Adega Velha, de roda d’um cozido de grão e d’uma sopa da panela devidamente acolitados por um generoso tinto da lavra do patrão Bação. Antes, iniciáramos a refrega a debicar umas azeitonas novas, uns queijinhos de cabra e uma cabeça de xara. Depois, os mais doceiros, lambuzaram-se com a encharcada e o manjar. Fechámos as hostilidades com o cafezinho e uma sereníssima aguardente igualmente da lavra do patrão.
Ainda tive direito a arremeter a gulodice no petisco dos cantadores, umas garfadas de sumarentas cilarcas assadas, colectadas no deus dará da vontade petisqueira. Que a goela não vos falte para o prazer dos tintos e do cante!

Para esmoer esta santificada trabalheira e por mou de no grupo campearem arquitectos, fomos de excursão ao museu da Aldeia da Luz.
Belíssima obra esta acachapada na terra que desvenda. Só espero que, quando a tutela da EDIA se retirar, os luzenses acarinhem a história da sua sofrida e heróica saga.

Inevitavelmente, mais uma vez, mirámos a magnificência do nosso recente mar. Para além da água, muita ou pouca, ser sempre um regalo para a alma alentejana, incomoda-nos não vislumbrar ainda alvíssaras sérias da sua serventia.
Publicado por machede em fevereiro 9, 2004 01:16 AMlindo! e bom!:)
Afixado por: Columbiana em fevereiro 9, 2004 11:12 PM