
Há muitos anos, nos tempos do sangue na guelra, trabalhei nalgumas tarefas ligadas à cultura da vinha. Era no entanto um facto que da poda propriamente dita, não enxergava patavina. Na adega, das portas para dentro, conhecia de cor os fazeres do antigamente, agora, com as novas tecnologias, apenas sei dos processos pela rama.
Fui ontem ajudar um amigo vitivinicultor na primeira poda de uma vinha implantada o ano passado. Cepas Arinto e Antão Vaz nas castas brancas, Aragonez e Alicante Buchê nas castas tintas. Trabalho duro por via da permanente dobra do esqueleto a 90º. Trabalho escultório por demais curioso – entender do ramo com vitalidade e melhor lançado, guardar os três olhos da praxe e zás, cortar a golpe exacto os envolventes. Outros atrás atavam os mais encorpados e espigadotes, poucos por sinal. A porra é as sequelas nas cruzes e o rebanho de borregas na mão por mou da tesoura. Na próxima semana a poda é noutra vinha já produtiva. Nessa, requer-se outro degrau de sapiência. Cá com ela!

Gosto dos saberes e dos fazeres do campo - sempre gostei! Tenho até para mim, que nada de mais nobre há do que produzir o que se come. Então na questão da pinga, essa é uma suprema satisfação!
Só te ficam bem esses "sentimentos"! eh! eh! eh!
Um abração do
Zecatelhado
ainda bem que gostas do trabalho e principalmente de ajudar o seu amigo...