Nasce o sol todos os dias
do ventre de uma donzela,
ela é mãe e filha dele,
ele é pai e filho dela.
(Quadra repentista que ouvi há muitos anos da boca de um poeta popular alentejano. Esta quadra espelha a íntima, arreigada e respeitosa paixão do homem alentejano para com a mãe natureza)
Há um par de dias tive um arreganho verbal, com um amigo do peito, por mou da energia gerada por fonte nuclear. Dizia-me, ele, que o nuclear faz parte da modernidade que impeliu possibilidades outras para a civilização. Disse-lhe, eu, que à partida nada me move contra o nuclear, a não ser o facto por demais evidente que o homem ainda não lhe domina os formidáveis malefícios. Posto isto, continuem a investigar e experimentar e apropriem-no a uma utilidade ajuizada. Assim, sim!
Vem isto a propósito da central de energia solar que vai ser instalada na Amareleja. Segundo os especialistas, os mais de 100 hectares de painéis fotovoltaicos vão produzir cerca de 64 megawatts de electricidade, que serão lançados na rede eléctrica para consumo público. A instalação desta central vai induzir à localização de indústrias ligadas a esta tecnologia na região. A Câmara Municipal de Moura prevê, no médio prazo, a criação de 150 postos de trabalho directos e cerca de 1000 indirectos.
Os sistemas fotovoltaicos são de elevada fiabilidade, de baixa manutenção, com ausência de ruído e não poluentes. O custo do KWH produzido ainda é elevado, dado o material nobre necessário para a produção das células. Sabe-se, no entanto, que a investigação da indústria automóvel tem já disponível células a mais baixo custo. Estão naturalmente a fazer render o peixe. Lá chegaremos!
Aqui está a demonstração cabal daquilo que preconizo para o desenvolvimento do Alentejo. A isto chama-se desenvolvimento sustentado. A isto chama-se desenvolvimento consentâneo com o respeito que o homem alentejano nutre pela terra durante a sua breve passagem. Já lhe bastou a selvática desertificação proporcionada pelas famigeradas campanhas do trigo.

(Esta senhora moçambicana está cozinhar com biogás proveniente de um biodigestor instalado pelo ”programa de energias alternativas para o meio rural”, programa financiado pela UNICEF no anos de 1986/1988, do qual fui conceptor e gestor. O dito biodigestor funcionava com dejectos animais)
100%!!!!!!! (inclui palavras, intenção comunicativa, sinceridade, 'alentejanismo' que me parece o adequado,... palavras para quê?... Repetimos: 100%!!!!!)
Um abraço,
Francisco Nunes
queria fazer um biogestor domestico numa zona rural de portalegre.gostaria de saber se com a sua experiencia me pode dar alguma ajuda fornecendo-me projectos, planos, dicas, conselhos, etc para realizar-lo.agradecido.
eng.ramos
Em Portugal fala-se tão pouco de energias alternativas. É uma pena haver tão pouca informação na net sobre uma matéria tão importante.
Este é dos raros casos que eu encontrei sobre um biodigestor.
Também gostaria de perceber melhor sobre a construção de um biodigestor e se realmente tem efeitos práticos que justifiquem a constrção do mesmo.
Quanto mais não seja para darmos o nosso contributo para um amabiente melhor.
Um abraço
Rui Alves