Longe? Não, ali perto! Cabeço de Portel, lisos arredores de Beja, campo branco de Castro – adeus ao Feira de Castro/ que de longe te estou vendo/ já levo a ponta do pau gasto/ e as bordas do cu ardendo; verso a preceito congeminado pelo pastor que abandonando a Feira de Castro Verde depois de feirar, rimar o despique e despachar umas cartuxadas de pinga, constata que leva a ponta do bordão gasta e o cu doído de tanto se apoiar e estar sentado na companhia dos amigos -, terras já dobradas de Almodôvar a entrar pelo Caldeirão adentro. Negoceiam-se uma a uma, por cada uma ser diferente da outra, um ror de curvas e de repentemente Alportel, aldeia que empresta o nome a S. Bráz mas o olha do alto da aristocracia serrenha.
Por Alportel fiquei na casa do mê João, companheiro andarilho de jornadas africanas. Serão escorrido a medronhos e a converseta mole versando antigas andanças tropicais. Converseta mole que a páginas tantas foi parar a outro andarilho, companheiro de iguais jornadas.
O sinaleiro das pombas
Transistorizado odre de consequências
regulo o trânsito... ordens superiores.
Assim fardado, sou já farda (... as dores
nunca se fardam, seio-o, são aderências
são galões, são outras frequências
insuspeitadas, são as surdas cores
suspeitas, e até são ordens superiores...)
Tatuadas nos olhos, tenho extensas
ordens do dia regulamentares.
Regulo, ordeno, sou preciso. Os mares
irespeitados da infância, afogo-os
zeloso e em cada gesto. Cumpro mal
a tarefa de ser. Do pedestal
regulo tudo, e até, adentro, os vôos.
O sinaleiro das pombas
Soneto 16
António Quadros
Passa-te bem dum ano pró outo.
Abraços do Almirantado
:) Bom 2004!
Afixado por: Columbiana em dezembro 31, 2003 01:18 AM