
Os romanos baptizam-na de Pax Júlia. Os visigodos não lhe teriam alterado o nome. Os árabes rebaptizam-na de Baja, e é com esse nome que toma o seu lugar no al Andaluz. É neste período uma urbe vigorosa por via da sua importância nas rotas mercantis. É igualmente berço de Al-mu Tamid, rei de Sevilha e um dos mais importantes poetas do mundo islâmico. Através de sucessivas e violentas refregas entre árabes e cristãos, quase não fica pedra sobre pedra e o inevitável declínio acontece. Durante os reinados de D. Afonso III e posteriormente de D. Dinis, paulatinamente, renasce. Com D. Manuel I torna-se, novamente, um burgo com importância regional. O bonito Convento da Sª da Conceição é o cenário de um dos dramas amorosos mais badalados da história portuguesa. A paixão não ousada da certamente bela Soror Mariana Alcoforado pelo oficial francês Chamilly.
O bairro das Portas de Mértola, o primeiro arrabalde quinhentista a nascer fora de muros em conluio com o convento franciscano, transporta a mística da razão primeira do nascimento urbano, a aforrada vizinhança dos produtores e mercadores de indispensabilidades. Almocreves, correeiros, oleiros, tecelões, sapateiros e ferreiros, tinham trato paredes-meias com barbeiros/sangradores, estalagens, açougues e tabernas.
Anualmente, Beja, continua a representar esta efervescente mística pela Ovibeja, a grande Feira do Sul.
Nasci em Lisboa. O Alentejo é a minha segunda pátria via ascendência. Obrigado
Afixado por: jjaneiro em novembro 4, 2003 01:21 PM...assim até parece que Beja é uma cidade bonita. Terá sido, certamente, em tempos de Marianita.
;)